quarta-feira, fevereiro 20, 2008

Política de doidos

Portugal sofre de muitos males. É, quer queiramos, quer não, um país cheio de feridas que tardam em sarar. Os políticos fecham os olhos e fazem promessas; os deputados criticam a gestão, mas não agem; os empresários pensam no seu ganha pão e esquecem tudo o resto; e o pobre cidadão pensa em si e esquece o colectivo. É preciso que algo agite Portugal e leve coros de protesto às ruas, que conduza a uma mudança séria e de base, que proporcione uma renovação de ideias, de políticos... de tudo!
Um dos grandes problemas da actualidade nacional é o desemprego. Não é um tema novo nem as estatísticas se referem a anos recentes. É uma realidade que afecta muitos portugueses, mas a que o Governo pouco liga. Agradecem as empresas de crédito. O endividamento dos portugueses tem vindo a aumentar nesta luta desigual pela sobrevivência. Muitas pessoas têm de contar tostão a tostão o seu ordenado para poderem fazer uma vida a dois... com os requisitos mínimos.
Na segunda-feira, uma reportagem da TVI anunciou que 1 em cada 5 portugueses está no desemprego. E como é que o Governo reage? Oferece empregos... a estrangeiros. Será de mim ou há aqui qualquer coisa que está a falhar?

terça-feira, fevereiro 19, 2008

Hasta la vitoria siempre

Em Cuba, termina hoje um ciclo. Fidel Castro, o comandante, anunciou a sua renúncia à presidência. Depois de 50 anos à frente dos destinos do país, Fidel Castro, um dos mais críticos das políticas norte-americanas, assumiu não ter condições físicas para continuar no cargo. O "comandante en Jefe" liderou as forças de guerrilha que derrubaram Fulgêncio Batista do poder, resistiu a tentativas de assassinato da CIA e viveu o período da Guerra Fria e do fim do comunismo soviético. Goste-se ou não se goste dele, Fidel Castro marcou uma época e veremos o que será feito de Cuba depois dele.

De Che Guevara e Fidel Castro ficam as memórias.

A mensagem do adeus do presidente.

quinta-feira, fevereiro 14, 2008

Feliz dia(s)!

"Amo-te mais que a vida, que a vida sem ti morreu."

terça-feira, fevereiro 12, 2008

RAP transtornado...

segunda-feira, fevereiro 11, 2008

É a verdade, não é, senhoras?

Na crónica desta semana no jornal A Bola, o momento alto de Ricardo Araújo Pereira foi este:

"As notícias que relatavam, em pormenor, aquilo que se passa no balneário do Sporting levaram Paulo Bento a concluir que há bufos no clube. Gente que vai propositadamente contar à imprensa segredos do grupo de trabalho. Creio que o treinador leonino poderá ter-se precipitado. Quem tem no plantel um jogador como Miguel Veloso não pode deixar de pôr a hipótese de tudo não ter passado de uma conversa de cabeleireiro. As madeixas levam tempo a fazer, e uma pessoa tem tendência a desabafar, quando está com os papelotes de alumínio na cabeça. É normal e humano. O cabeleireiro é também um confidente, toda a gente sabe disso."

sexta-feira, fevereiro 08, 2008

E o oscar vai para...

Que filme daria a vossa vida?
Descubram aqui!





PS - A mim calhou-me Moulin Rouge, um filme que adorei, aliás. A minha vida é animada e feliz, mas pode acontecer um revés a qualquer momento. Acredito no amor, apesar de todos os problemas que isso me possa causar.

Às vezes pergunto-me em que mundo é que as pessoas vivem, o que fazem nos seus tempos livres, de onde é que tiram a ideia de que são cultas... Há pouco mais de uma semana, regressou aos serões da RTP1 o programa Quem Quer Ser Milionário, conduzido pelo Jorge Gabriel. Gosto de ver este tipo de entretenimento, mas bem que dispensava o apresentador que, em metade do tempo, só quer "encher chouriços", reduzindo o número de perguntas de cada programa.
Nas últimas sessões, têm passado por lá alguns concorrentes que deixam muito a desejar. Como é que é possível que nunca tenham ouvido falar de Umberto Eco? Como é que desconhecem onde se situa o Conselho da Europa? Quem não sabe quem foi a mulher eleita, em 2005, para liderar os destinos da Alemanha? Como é que desconhecem quem é o actual presidente de Timor-Leste? Eu até esqueço as perguntas específicas de cinema, literatura ou música, mas, convenhamos, tudo o resto é cultural geral, que nos rodeia diariamente. As pessoas candidatam-se para um programa deste tipo e, ainda antes de atingirem o patamar dos €500, já se estão a despedir. E só de pensar na figura que fazem... O que eu gosto mesmo é de as ver dizer, depois de terem falhado a resposta: "Ah, pois é! Eu até sabia isso...". Próximo!

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

A bola quando beija a rede é golo...

terça-feira, fevereiro 05, 2008

The King (Parte II)

sábado, fevereiro 02, 2008

The King... (Parte I)

quinta-feira, janeiro 31, 2008

O pseudo-salvador Durão

Num país tão pequeno e cinzento, ainda há coisas que me conseguem surpreender pela sua originalidade. Hoje, chego ao trabalho e dou de caras com a candidatura de Durão Barroso a Nobel da Paz... Antes de mais, não é a primeira vez (e pelo andar da carruagem não será a última) que digo que este Nobel é puramente político. O objectivo do prémio já se perdeu há algum tempo e ninguém quer admitir isso. Ano após ano, vai-se arranjando alguém mesmo que os comuns mortais não saibam como o premiado lutou pela Paz.
Este ano, surgiu a candidatura do Durão Barroso, nosso ex-primeiro e actual presidente da Comissão Europeia. Esta candidatura foi proposta por Ramos-Horta mercê do "cherne" ter «trabalhado no sentido de um diálogo pacífico» (noticia aqui). E depois? Meus senhores, isto fazem milhões de pessoas todos os dias sem ganhar rios de dinheiro para isso. O que me anima é que há mais candidaturas e talvez o júri tenha o bom senso para escolher algum premiado (ou alguma coisa) que, de facto, tenha marcado positivamente a Humanidade.
Uma coisa posso garantir desde já (só para o caso do júri do Nobel da Paz dar aqui uma espreitadela), Durão Barroso manteve o país de tanga e tirou a paz a 10 milhões de portugueses. Mesmo longe, continua a fazer-nos mossa...

segunda-feira, janeiro 28, 2008

Genial




sexta-feira, janeiro 25, 2008

Parabéns, Rei!

Eusébio é mais do que uma lenda do Sport Lisboa e Benfica. É um símbolo nacional que jamais deve ser esquecido. Mostrou que Portugal podia vencer mesmo quando não acreditavam em nós, soube ser coroado entre os melhores, manteve sempre a humildade de menino e será relembrado como um SENHOR. Hoje, comemora 66 anos de vida. São poucos, para quem tem ainda tanto para dar.

Parabéns, Eusébio!

A nação benfiquista nunca esquecerá este dia. Eu não o esquecerei. As circunstâncias dramáticas da morte de Miklos Féher correram o mundo e fizeram nascer um mito. Amanhã, quatro anos e um dia depois, o Benfica regressa ao local onde caiu. As emoções vão estar ao rubro e as lágrimas nos olhos. Gostava que os actuais jogadores lhe pudessem oferecer a vitória, mas, acima de tudo, peço que o encontro seja um hino ao futebol... como foi o seu velório!

Honremos a memória do nosso eterno 29!

EDIT (0:36, 27/01): Que extraordinária vitória! Obrigado, rapazes. Hoje e sempre, é por ti, Féher!

quinta-feira, janeiro 24, 2008

Ao nosso redor

Gosto de ir na rua a olhar para quem passa. Imagino o seu destino e as suas rotinas. Esboço um sorriso para os olhos que me olham. Oiço as conversas e imagino os cenários. Crio o meu próprio mundo enquanto tento não dormir. Saio à minha hora, apreciando cada gesto, cada cor, cada cheiro que me chega. É tão bom sentir. Cada pessoa é diferente todos os dias a todas as horas. São personagens no meu dia-a-dia e nem o sabem. Olho para o Sol que me aquece quando chego; aprecio a Lua que sobe alta quando saio. O mundo não pára quando estou fechada no emprego. Cada pulsação de cada dia traz-me um novo alento, independentemente da tristeza que me assola... É a vida.

terça-feira, janeiro 22, 2008

Cultura precisa-se!

Sou suspeita quando falo do programa da RTP1 Sabe mais que um miúdo de 10 anos? Já o vi várias vezes e mantenho a minha opinião: não tem estofo para estar em horário nobre, o apresentador é fraquinho e os miúdos, na sua maioria, são mais gabarolas do que engraçados. Admito, contudo, que tem algum teor cultural pelas perguntas que coloca, embora nem sempre de forma clara, dificultando aquilo que é simples. E, finalmente, é inevitável não me surpreender com alguns concorrentes que lá vão e que nem da primeira pergunta passam... Sujeitam-se a uma humilhação pública e nem se preparam minimamente.
Ontem, enquanto jantava, ouvia o programa. A concorrente ainda estava na fase inicial do programa e já tinha gasto algumas ajudas. Ainda bem... Porque as suas respostas deixavam muito a desejar.
1ª pergunta que ouvi - A que reino pertencia o condado portucalense? Resposta dada: Portugal (É preciso comentar???)
Nesta altura, um dos miúdos salvou-a, respondendo correctamente, o que permitiu à concorrente continuar em prova. Seguia-se, pois, a pergunta para os 3000€.
2ª pergunta que ouvi - No número 2146 qual o algarismo com o menor valor absoluto? Só com uma ajuda (e ainda no meio do programa), a senhora decidiu arriscar sozinha e o resultado foi... Resposta dada: 6

E, vocês, sabem quais são as respostas correctas? Aposto que sim!

segunda-feira, janeiro 21, 2008

Semi-Tripla

Este fim de semana, dediquei-me a ver alguns filmes que, nos últimos tempos, tinham ficado esquecidos. A sessão começou na sexta-feira com Knocked up (Um Azar do Caraças), seguiu com The Prestige no sábado (adormeci antes do fim) e terminou, ontem, com Little Children (Pecados Íntimos).
Não terminei de ver o The Prestige, por isso, sou incapaz de fazer qualquer crítica. Até à parte em que vi estava a ser fixe, mas o sono venceu-me (maldito!). Quanto aos outros dois filmes, só tenho a dizer bem. São géneros completamente distintos, diga-se, mas nem por isso deixam de ter mensagens importantes.

Num estilo light, Knocked Up trata a temática da gravidez inesperada. Um encontro de uma noite tem consequências drásticas na vida de duas pessoas completamente diferentes. Ela é organizada, trabalhadora, responsável; ele é irresponsável, desempregado, boémio. Têm tudo para não se conseguir adaptar um ao outro, mas, contrariando as expectativas, ambos assumem as responsabilidades e tentam construir algo a bem do bebé a caminho. De forma divertida, a história acompanha nove meses de peripécias. Conseguirão os opostos manter a atracção? Pessoalmente, gostei bastante do filme. Acho que, de uma forma bastante descontraída, mas séria, o realizador mostra-nos como cada um enfrenta a dura realidade de uma gravidez. Apesar das mudanças drásticas, há sempre um lado positivo nas coisas.


Ontem, foi a vez de Little Children. A história desenrola-se numa pequena comunidade que, de um momento para o outro, se vê confrontada com a chegada de um cadastrado. Ao longo do filme, vão-se conhecendo as personagens que, muitas vezes, escondem mais do que mostram. Talvez por isso, o filme seja marcado por várias cenas onde o escuro é o tom predominante. Existe romance, medo, suspense e liberdade qb. No final, é inevitável pensarmos: o que esconde quem nos rodeia?

Divirtam-se!

quinta-feira, janeiro 17, 2008

Quem tem pouco, tenha mais

"O Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) aprovou, em 2006 e 2007, a progressão na carreira a 84 diplomatas, entre ministros plenipotenciários e secretários de embaixada.
Com esta medida, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, desrespeitou, segundo os sindicatos, o congelamento da progressão nas carreiras na Administração Pública, fixado pelo Governo entre 29 de Agosto de 2005 e o final de 2007, “incluindo as integradas em corpos especiais”, como a carreira diplomática." (noticia aqui)

Estes senhores têm a minha solidariedade. Caramba, não sejamos picuinhas! Nós podemos até não ver, mas estes senhores prestam um grande serviço ao país. Não é fácil ter de perceber várias línguas (e ouvi-las no mesmo dia), não é facil viver no estrangeiro em casas que, muitas vezes, não pagam, não é fácil ganharem o que ganham. Eu só de pensar fico com dor de cabeça... A vida não está fácil, não, senhor, e, por isso, cada um tenta sobreviver como pode. Já imaginaram as saudades que eles devem sentir do país? Houvesse tanta gente dispusta a estes sacrifícios e, de certeza, que Portugal estaria bem melhor... Mas, espera lá, e não é que há? Os governos é que nunca as vêem, não sei porquê...

quarta-feira, janeiro 16, 2008

Quem diz a verdade...

Começo este meu post com um mea culpa: sim, eu tenho um problema com a Carris e com alguns velhos. Porém, é da primeira que vou falar. No episódio de hoje, fui só espectadora, uma espectadora concordante e animada. Sim, porque o que se disse, ao longo de 20 mints de trajecto, foi só a verdade... a graça é que quem o disse foi o próprio motorista da Carris.
Tudo começou por causa de um bilhete de uma senhora com alguma idade. Ela pediu algumas informações e o motorista apressou a dizer-lhe que ela teria de pagar bilhete na viagem de regresso. Depois de ter pago 2,05€ num bilhete no dia anterior, a senhora ficou escandalizada. Também eu ficaria...O que se passou foi que a vendedora da papelaria não a percebeu, ou fez que não a percebeu, e vendeu-lhe um bilhete mais caro e compatível para a Carris e metro.
O motorista juntou-se aos protestos da senhora, mas não ficou por aí. Apontava claramente o dedo à Carris por não se preocupar em dar formação às pessoas que vendem os seus bilhetes, nomeadamente as das "papelarias, quiosques, supermercados ou tabernas", dizia. O incrível é que o motorista tem razão, mas, infelizmente, isto passa-se com todas as grandes empresas nacionais. Eu ria-me porque nunca tinha ouvido ninguém falar assim tão abertamente. Tenho de admitir que aquele deve ser um dos poucos corajosos que ainda levantam a voz.
Acho lamentável que as pessoas paguem balúrdios por um bilhete e depois nem sejam correctamente atendidas. Esta semana, contudo, não é o primeiro caso. Ambos os lesados disseram que iam reclamar, mas quem garante que depois o dinheiro lhes é restituído? Os vendedores não têm culpa, mas os clientes têm muito menos ainda... Às vezes, estes problemas acontecem por causa de falhas de comunicação, de más intenções ou de má formação... Se fosse comigo, eu passava-me. E vocês?

terça-feira, janeiro 15, 2008

Pela saúde de quem (não) fuma

Ainda não me tinha manifestado aqui sobre a nova Lei do Tabaco, mas depois dos acontecimentos da última quarta-feira não posso continuar indiferente.
Antes de mais, gostava de aplaudir esta lei. Finalmente, foi tomada alguma medida de prevenção para com a saúde dos não fumadores. Vamos deixar de ficar com a roupa mal cheirosa, com a comida sem sabor, com os olhos vermelhos... Eu não fumo porque não gosto, porque não quero, porque pretendo durar mais uns quantos anos. Quem são então os fumadores para me tirar isso? Podem continuar a insistir, mas está provado cientificamente, quer queiram quer não, que um fumador passivo fuma mais do que um activo.
Há quem me diga que a lei é extremista porque esquece os fumadores. Mentira! A lei não pretende tirar nada aos fumadores (muitos nem vão diminuir os cigarros que fumam), apenas apela ao bom senso. Há liberdade para todos: fumadores e não fumadores... A diferença é que, por uma questão de minutos, em certos estabelecimentos, uns têm de ficar na rua para dar largas ao seu vício... Os não fumadores agradecem.
O que me levou a falar da lei agora? Bom, simplesmente a culpa é da polícia, literalmente. Na quarta-feira, vinha eu calmamente no comboio, quando entraram três agentes, um dos quais vinha a fumar. A sra polícia comentava com os colegas que os fumadores se deviam unir e deixar de comprar tabaco nos cafés. Afinal, nas papelarias nunca se pôde fumar, afirmava... Mais, acrescentava ela, ninguém vai a um café beber uma 'bejeca', sai para fumar e volta lá para dentro para a segunda rodada. Gostava de saber o que é a senhora têm na cabeça... E onde é que ficam os não fumadores para ela?
Há gente que simplesmente não gosta de dar uso aos neurónios que tem...