Mostrar mensagens com a etiqueta Actualidade. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Actualidade. Mostrar todas as mensagens
quinta-feira, janeiro 29, 2009

Interesse: zero!

Passeando pelo site do Jornal de Notícias, não pude deixar de me deter em dois pequenos espaços: aqui e aqui.

Ora, vejamos: o primeiro artigo pretende chegar onde? Eu só vejo uma análise estatística que não esclarece em nada o título da notícia. Acho que era suposto fazê-lo, pelo menos segundo a orientação teórica que aprendi na faculdade. No panorama jornalístico nacional, contudo, parece que o que interessa é encher o jornal e nem está em causa falarem no Benfica. Esta notícia não elucida o que se passa no futebol português e, como todos sabemos, independentemente das cores que vestimos, há muita coisa que precisa (tem) de ser explicada, não?

No segundo destaque, a sondagem sobre o Benfica-Rio Ave, será que sou só eu que acho que emotividade e emoção são a mesma coisa? O anúncio do jogo não podia estar mais pleonástico, logo idiota. O que é feito da imaginação destas pessoas? É a crise, na certa...

quarta-feira, janeiro 21, 2009

Uma nova Era


Barack Obama, 44º presidente dos EUA...
Quem diria?

terça-feira, dezembro 23, 2008

Desejamo-vos...


... UM SANTO E FELIZ NATAL!

sexta-feira, dezembro 19, 2008

As piadas (ainda) não se pagam


Portugal é um país feito à medida dos espertos, sem dúvida. Eles aqui mandam e desmandam e todos os outros que se lixem. Não falo sequer das leis espertas que os nossos deputados fazem, mas naquele grupinho de pessoas que manda e tem poder. Todos sabem quando e como agir, como ter as ajudas necessárias e contornar as leis para se poderem escapar. No entranto, sei lá, uns 9 milhões de portugueses (e este número é já dito por alto, reparem) vão-se afundado, lutando como podem para conseguir sustentar as suas famílias.

A que propósito vem esta conversa irritante? Bom, é simples. Hoje, a caminho do trabalho, ouvi a noticia mais hilariante da semana, provavelmente do ano de 2008 mesmo. Os accionistas da SLN (Sociedade Lusa de Negócios), aquela associada ao BPN, estão a estudar a hipótese de processar o Estado por causa das falhas de supervisão. Se me dissessem isto a 1 de Abril, eu saberia logo qual era a mentira, mas, hoje, 19 de Dezembro, só me posso sentir injuriada enquanto cidadã. Senão, vejamos... Os tipos do BPN - e da SLN de quando em quando - tiram uns quantos milhões do banco, fazem umas falcatruazitas, elaboram uns planos muito duvidosos com o dinheiro das pessoas e o Estado surge logo em socorro para nacionalizar a instituição, ou seja, pagamos aos ladrões duas vezes e, de repente, ainda nos querem fazer pagar uma terceira porque o Estado não supervisionou correctamente. Mas estará tudo doido?? Qualquer dia um ladrão entra numa loja, rouba dinheiro, gasta-o e, quando é apanhado, lembra-se de processar o Estado por não ter estado um polícia à porta da loja para evitar o assalto. A estes chulos só me apetece esmurrá-los. Eles vão alimentando o papo e nós vamos minguando, minguando... Claro que depois o nosso ministro da Economia, Manuel Pinho, diz à boca cheia que não há crise em Portugal. Senhor ministro, seu paspalhão, permita-me que o corrija: Não há crise em Portugal, para si.

Nada como uma bela anedota para começarmos o fim-de-semana.

terça-feira, novembro 25, 2008

Por que não nacionalizamos todos ladrões?

Se há palavras que já não consigo ouvir são: banco e nacionalização. Nos últimos tempos, estas duas palavras têm andado tão juntinhas que, como cidadã, não posso deixar de me preocupar. Os bancos deviam ser instituições seguras e credíveis, mas o que vemos não é nada disso. E querem eles cativar as pessoas para investimentos que prometem riquezas. Para quê? Para os gestores ficarem ainda mais ricos do que já são, para quando nos dirigirmos aos balcões nos dizerem que não podemos levantar o dinheiro porque não o têm? Como eu gostava de pôr em prática a ideia do Ricardo Araújo Pereira em relação a este país: é deitar tudo abaixo e construir de novo!

Depois do BPN, surge o BPP. Eu acho isto extremamente engraçado. Durante anos, os seus respectivos gestores - da sua própria fortuna, claro - foram fazendo e desfazendo maroscas e o dinheiro dos cidadãos foi-se perdendo aqui e ali. Ninguém sabia de nada, claro. Nunca ninguém viu nada. Estavam lá todos em prol dos cidadãos e para defender os interesses destes... Sim, sim, e eu sou a Madre Teresa de Calcutá. O que irrita mesmo é pensarem que todos são estúpidos e que nunca seriam descobertos. Mas, para além disso, e embora não seja cliente de nenhum dos bancos, é frustrante ver como se perde duas vezes: não só o dinheiro depositado se vai como ainda se paga uma nacionalização. Lamentável!

Como é que podemos criticar os ladrões de bancos por causa de 1000/2000€ quando os gestores roubam fortunas e não são punidos? Este país não tem solução, infelizmente.

terça-feira, novembro 04, 2008

Expectativa amer... mundial



4 de Novembro de 2008. Independentemente do que acontecer nas urnas, hoje far-se-à História e nós faremos parte dela. Barack Obama ou John McCain? Quem ganhar, marca uma viragem naquilo que têm sido os últimos séculos/anos americanos. Será um negro? E pensar que, há cerca de um século, a América vivia sem qualquer abertura para negros, perseguindo-os e maltratando-os, só por causa da cor. Será uma mulher? Os americanos mais conservadores devem-se estar a roer. Pôr uma mulher na vice-presidência do mais importante país do Mundo é abrir uma brecha para perderem domínio/força. (bom, sendo essa mulher Sarah Palin, não discordo...lol). Os dados estão lançados!
Pessoalmente, e pensando nos interesses mundiais, acho que seria preferível ganhar Obama. É uma lufada de ar fresco e, acima de tudo, parece-me que o senhor é decente. Mostra-se disponível para resolver os graves problemas que assolam a economia mundial; não tem feito promessas loucas; tem, sim, mostrado capacidade para debater o tema sem denegrir os adversários e os causadores da crise.

Hoje, o Mundo muda... será que avança?

quarta-feira, setembro 17, 2008

Temos um país de medricas!

A verdade pode ser exagerada, mas é a minha avaliação depois de ter visto "O Momento da Verdade". Não queria tecer comentários antes de ver, pelo menos, uma sessão do programa. Vi ontem e, apesar de tudo o que já me tinham dito, acho que ainda me surpreendeu pela negativa. Pessoalmente, não sei quem e que família se sujeita àquela humilhação toda para ganhar uns dinheiros - e acrescento que, pelo que deram a entender, não eram nenhuns pobretões. O pai era o homem das respostas, apoiado por uma mulher toda risonha e meio tonta, uma mãe séria mas apoiante, uma filha histérica de riso e um filho que considerava que cada conceito debatido era sempre vasto...
O candidato só tinha olhos para duas coisas: dinheiro e mulheres sexy (o que quer que isso seja na cabeça dele). Provavelmente, como a grande maioria dos homens nacionais, julga-se um macho latino e esta sua presunção tornava-o logo irritante. Depois, de cada vez que lhe falavam em dinheiro, parecia que se alterava - "é muita 'grana'" era a sua expressão predilecta. Foi ao concurso para ganhar dinheiro, quanto mais melhor, mas acabou por sair de lá sem nada. Mentiu, segundo o polígrafo, embora o senhor tenha continuado a dizer que a sua resposta era verdadeira.
As perguntas foram abrangentes. Pretendia-se vasculhar a vida pessoal e profissional do senhor e conseguiu-se. Para mal dos pecados dele, não recebeu nenhuma recompensa. Surpreendeu-me em algumas respostas, mas, ao contrário do que eu pensava, para algumas pessoas, tudo vale em nome do dinheiro. O principal interesse da vida deste homem era estar bem e dar-se bem na vida, independentemente do que tivesse de fazer... Uma das primeiras perguntas: Se recebesse 250 mil €, era capaz de praticar relações homossexuais? E eis que o machão responde: Sim! A justicação: "é muita grana!". A família, essa, pareceu não se espantar e o filho defendeu-se com o facto de "relações homossexuais" ser muito vasto, mesmo tendo a Teresa Guilherme explicado de que se tratava. Próxima pergunta: Já alguma vez bateu na sua mulher? Pim! Por exigência da dita esposa, a filha carregou no botão. A resposta, mesmo não verbalizada, todos sabemos qual era e diz a esposa calmamente "há dias bons e dias menos bons". Ora, se encara o problema (porque é disso que se trata!) com esta leveza, por que não o deixou responder? A sessão continuou... "É verdade que fingiu ter um ataque epiléptico quando foi à inspecção na tropa?" - Sim! Assustava-o ter de passar logo o primeiro fim-de-semana a lavar pratos no quartel... Acho que o problema dele era mais saber que ia sujar as unhas. Este tipo não era um homem, era um rato, se avaliarmos pela sua (falta de) coragem. O programa prosseguiu, afinal, ele disse a verdade.... "Tem orgulho no seu filho?" - Não. Ui... agora as coisas começam a aquecer. Independentemente do que o filho tenha feito, filho é filho, mas o senhor não pensa assim. O filho bem tentou virar o jogo a favor dele, dizendo as balelas de que isso lhe daria mais força para melhorar, mas ouvir um pai dizer isto é duro... e triste - ainda por cima, na praça pública. O rol de perguntas continuou, mas, curiosamente, seria o filho a causa da perda do senhor neste jogo. Na pergunta "Sente rancor do seu filho por ele lhe ter destruído um carro?", o concorrente mentiu. Disse "Não.", mas o polígrafo acusou a mentira. Como é que um pai guarda rancor por isto? Mesmo sendo o melhor carro do Mundo, o que era suposto interessar ao pai era o facto do filho não se ter magoado... não?

Já deu para ver de que é feito este programa. Os ingredientes essenciais são humilhação, chafurdice, provocação e conflito. O nível dos programas de televisão está cada vez mais baixo, por isso não admira que a sociedade esteja como está. Será que ainda pode piorar?

quinta-feira, setembro 11, 2008

Na memória para sempre



Sem dar por isso, já lá vão 7 anos... Então, no dia 11 de Setembro de 2001, o Mundo mudou. Os EUA sofreram um dos maiores, senão o maior, ataque terrorista de sempre. Mesmo no coração de Nova Iorque, o World Trade Center (as conhecidas Torres Gémeas) foram atingidas por dois aviões e, pouco horas depois, colapsaram como se fossem uma pilha de cartas. Milhares de vidas foram roubadas - uns não se aperceberam sequer do que se passava, outros não quiseram esperar pela morte e ainda houve quem perdesse a vida na tentativa de salvar alguém. A devastação não era só nos EUA... A nossa "aldeia global" viveu cada momento com a mesma intensidade dramática, derramaram-se lágrimas, surgiram manifestações de apoio e consolo, intensificou-se a luta contra o Mal (o que quer que isso seja...). Uma ferida como estas não sara.

Ainda me lembro deste dia como se fosse ontem. Estava a almoçar em casa dos meus tios quando, de repente, surgem as imagens no noticiário. Vimos, em directo, o embate do segundo avião contra as Torres. Não podia acreditar tratar-se de um atentado. Estávamos a falar dos EUA, a maior potência mundial, aquele país com uma segurança impecável e sem falhas. Um acto de terrorismo bem no coração de Nova Iorque era demasiado arriscado - até para os mais loucos! O meu tio não teve dúvidas, no entanto. Era atentado! Algumas horas depois, chegou a confirmação e, pouco mais tarde, as Torres Gémeas caíram... O coração americano estava demasiado ferido para que o aço se aguentasse em pé, suportando as chamas imparáveis. As imagens ficarão para sempre na nossa memória.

Os acontecimentos que se seguiram ao atentado de 11 de Setembro não prestigiaram nem as vítimas nem a dor do povo americano. Seguiram-se perseguições desenfreadas à procura de culpados, actos de violência contra grupos de origem muçulmana e George W. Bush mostrou-se convicto na luta contra o (seu) Eixo do Mal: Irão, Iraque e Coreia do Norte. Segundo o presidente americano, estes países detinham armas de destruição maciça e mísseis, apoiavam o terrorismo (ligações a Al-Qaeda, considerada responsável pelo 9/11) e instigavam o ódio contra a América e os seus aliados. É, nesta base, que acontece a invasão ao Iraque (20 de Março de 2003) e que, mesmo após a morte de Saddam Hussein (que os Americanos tanto procuravam), se prolonga até hoje... Tratou-se de um acto contra o terrorismo ou uma tentativa de garantir mais poder ecónomico e mundial, face à reserva natural de petróleo que este país detém? As opiniões dividem-se...

Hoje, o dia é de dor nos EUA. A memória das vítimas deve ser relembrada, os actos heróicos enaltecidos. Sete anos depois, o medo, a dor, a saudade e as lágrimas continuam presentes na vida de milhares de famílias de várias nacionalidades. O Mundo mudou a 11 de Setembro de 2001... mas será que aprendeu alguma coisa?

quinta-feira, setembro 04, 2008

Criminososzinhos


Augusto Cymbrom, presidente da ANAREC (Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis, apelou aos assaltantes para que se recordem que «além de prejudicarem a empresa detentora do posto estão a pôr em causa postos de trabalho».

Pensava que já tinha visto tudo, mas, como sempre, enganei-me. Não sei se hei-de rir, se hei-de chorar. No mínimo, este senhor devia ser mais ponderado quando fala para a comunicação social, caso queira manter o seu lugar no poleiro. É impressão minha ou ele está mesmo a apelar ao lado sentimentalista dos criminosos? Mas estes têm-no? Pensava que o príncipio básico para se ser ladrão era: eu quero dar-me bem com o meu golpe e que se lixem os outros. Estarei enganada? De facto, se há coisa que se sente, em Portugal, é um espirito de grupo/comunidade bastante forte. Tenho de começar a sair à rua nessas alturas....

terça-feira, agosto 12, 2008

Beijing 2008



Parece que, por Pequim, as coisas não nos andam a correr lá muito bem. As minhas expectativas sofreram um revés com a eliminação precoce da Telma Monteiro e, hoje, cheia de fé no João Neto, ele também não consegue o pódio. Eu sei que é importante andarmos a ganhar Europeus e Mundiais da modalidade, mas, de vez em quando, conseguir uma medalha nos Jogos Olímpicos também tem a sua graça. Além disso, não ouvi nenhum cidadão a dizer que eles iam ganhar, os judocas é que assumiram esse objectivo. Enquanto a Telma se desculpou com os árbitros (não percebo nada das regras para lhe dar ou não razão), o João Neto, campeão europeu em título, diz-se satisfeito com o 9º lugar. Porquê? Porque ficou entre os 10 primeiros? E eu a pensar que o importante era o pódio...

Os Jogos Olímpicos Pequim 2008 prosseguem a um ritmo alucinante e, embora nem sempre saibamos, todos os dias entram em acção portugueses (calendário das provas dos lusos aqui). As prestações não têm sido as melhores e, quando o são, nem sempre são devidamente apreciadas por todos nós. Por falar nisso, os nossos velejadores têm estado em bom plano, para quem não têm grande tradição na modalidade, e esperemos que os ventos estejam a seu favor!

Na sexta-feira, outra das minhas esperanças inicia o seu trajecto rumo às medalhas. A minha esperança está ainda meio murcha, porque, de facto, durante o decorrer deste ano, Francis Obikwelu não fez grandes provas. No entanto, é medalha de prata e espero que isso lhe dê alguma motivação. Além disso, quem disse que ele estava na melhor forma de sempre? O próprio, ontem. Já para não falar de que o "português" está a concorrer nos 100 e nos 200m.

Gostava que, pelo menos, conseguíssemos uma prestação igual à de Atenas 2004, se não puder ser melhor. Há quatro anos, ganhámos 3 medalhas com Rui Silva (1500m - bronze), Sérgio Paulino (ciclismo - prata) e Francis (100m - prata). Em 2008, dois destes medalhados ficaram em Portugal. Será que terão sucessores?

sexta-feira, agosto 08, 2008

Hoje...



08-08-2008

Eis os nossos votos: Que traga muita prosperidade e sucesso a todos!

quinta-feira, julho 31, 2008

Coitadinhos deles...

Ora vamos lá ver: os ciganos podem dizer o que quiserem, os outros não. Uns têm liberdade de expressão, outros são xenófobos. Já estava a estranhar que não viesse alguém em defesa da comunidade cigana. Esses pobrezinhos...! Convenhamos que, quando olhamos para eles, vemos o cidadão exemplar. Sabe que tem direitos (oh, se sabe!) e respeita ... - ai, o que é a outra parte? É compreensível, a memória não dá para tudo e há coisas que facilmente se esquecem.
Na altura dos confrontos violentos na Quinta da Fonte, decidi não me pronunciar, mas tudo tem limites. O motivo deste post foi despoletado por uma notícia do Público de hoje. A Alta-Comissária para a Imigração e o Diálogo Intercultura (que nome pomposo para um tacho!) vem a terreiro defender a comunidade cigana face a uma sentença de um juiz (noticia aqui). Se bem me recordo, não há nenhuma inverdade expressa, mas as ideias do juiz não cabem no politicamente correcto. Nesta sociedade de faz de conta, temos de andar em cima do muro (ver post acima) para não sermos postos na prateleira. Mas é impressão minha ou houve ciganos que disseram que, se voltassem à Quinta da Fonte, ou morriam ou matavam os pretos? Se calhar, ando a ouvir vozes...
Esta Alta-Comissária deve viver num mundo paralelo ao meu e ao vosso. Senão, saberia que a comunidade cigana é sustentada pelo subsídio de Reinserção Social. Arranjam esquemas, não declaram rendimentos e usam e abusam da nossa boa vontade para conseguirem ter uma vida agradável. Eu, e quase 95% dos portugueses, tal como diz a música do Ricardo Azevedo, precisamos de "virar a nossa vida de pernas para o ar" para termos um T2. Aos ciganos, oferecem-se casas novas, em Lisboa, com vista para o mar e uma renda rídicula que se dão ao luxo de não pagar. Então e os subsídios? Então e o dinheiro das feiras? Então e de quem são os carros de alta cilindrada?
Já acabou o tempo de termos pena deles. Se querem ter luxos, trabalhem por isso, como fazemos todos nós. Os meus pais sempre me ensinaram que se não há dinheiro, não há vícios. Eu não pretendo andar a suar para outros andarem a usufruir. Eu serei caridosa quando me provarem que há razões para isso. Enquanto só ouvir exigências da parte desta comunidade ("queremos novas casas", "têm de nos tirar dali") - e de outras -, não lhes darei atenção. A vida custa, não é? Eu também preferia ficar em casa ou andar com amigos na galhofa do que ter uma rotina diária. Confesso que vocês sabem o que é bom, claro.
Há quanto tempo existe este subsídio de Reinserção Social? Sinceramente, não sei, mas tenho a sensação de que não tem servido para mais nada senão alimentar os bolsos de quem o recebe. Pelo menos, no caso da comunidade cigana continuo a não ver melhorias. É ela própria que não se integra quando afasta as crianças da escola, quando decide viver em acampamentos, quando não aceita viver com outras comunidades. Não só eu que digo isto, é o que a sociedade vê.

sexta-feira, julho 25, 2008

Não há nada pior...

... do que acordar cheia de sono e vir no comboio a levar com a conversa de duas "intelectualóides". Hoje, calhou-me a mim, claro. Eu bem tentava ler o meu livro em sossego, mas era inevitável o ouvido escapar-me para a conversa delas. Confesso que a leitura só me estava a agravar o sono que tinha (e tenho). E perguntam-me vocês, de que é que elas falavam? De Maddie McCann. Pois é, agora com o lançamento do livro de um dos inspectores do caso, o assunto voltou à ordem do dia... e também não há verdadeiras notícias que importem, convenhamos.
As duas senhoras, aparentemente na casa dos 50 anos, vinham a comentar as últimas notícias dos jornais. Porém, decidiram ir um pouco mais além, expressando igualmente as suas teorias sobre o desaparecimento da menina inglesa. Ambas estão convictas de que a Maddie morreu no apartamento, digam o que disserem. Comentaram o facto de um dos ingleses ter tido conversas de cariz sexual junto de crianças e logo acrescentaram que "eles[os ingleses] devem julgar que isso é evolução, mas eu dava-lhe era um par de estalos". O mais engraçado foi a preocupação delas relativamente a Gonçalo Amaral, ex-inspector da PJ e autor da obra A Verdade da Mentira: "esse qualquer dia ainda o tentam matar...".
Só estando lá é que dá para imaginar o tamanho da cabala que as senhoras criaram. Eu só gostava de saber como é que alguém, às 8:30 da manhã, tem cabeça para estar a discutir estes assuntos... Se as conhecesse, sugeria-lhes um romance para acalmarem o espírito ou um soninho para sossegarem as hostes. Safa!

sexta-feira, julho 18, 2008

Faltou um bocadinho assim...



É a sina dos portugueses. Nomeados para tudo e mais alguma coisa, mas prémios nada. O suposto melhor jogador do Mundo, Cristiano Ronaldo, não conseguiu vencer a estatueta de melhor atleta internacional para o canal ESPN. Aquele que é tão bom, que é apelidado de novo Rei (tens de comer muita sopinha...), foi superado por Rafael Nadal. Tenis 1 - Futebol 0!

Foi um prémio merecido. O tenista tem estado em evidência e, nos momentos decisivos (Roland Garros e Wimbledon), não tem falhado. Já do Cristiano não se pode dizer o mesmo. Continuo a perguntar-me onde é que ele ficou quando a selecção nacional foi para a Suiça... Mas ele é bom, o melhor, dirão os jornalistas portugueses.

Nós, portugueses, temos um grave problema. Aposto que há solução, mas ainda não foi descoberta e acho que demora. Ou criticamos em demasia os nossos talentos, ou idolatramo-los como deuses. Por que não há um meio-termo?

sexta-feira, junho 20, 2008

E agora?



Depois da eliminação de Portugal, ontem, a questão que se levanta agora é: de que é que vai falar a nossa comunicação social? Sim, porque existem páginas e horas de televisão para encher. Aceitam-se sugestões...

segunda-feira, junho 02, 2008

O tema do momento

Sinto-me uma ovelha fora do rebanho, por estes dias. Sou benfiquista de corpo e alma, mas não consigo embarcar num entusiasmo tão grande quando se trata da Selecção. Não tenho nada contra os jogadores (talvez alguns não os escolhesse), não sou anti-Scolari (embora não seja o meu treinador ideal), mas não sou fanática. Claro que não quero que a equipa tenha maus resultados, porque, independentemente de quem a representa, sempre é a imagem do País, mas não embarco num entusiasmo desmedido só porque fomos vice-campeões da Europa ou porque, supostamente, temos, nas nossas fileiras, o melhor jogador do Mundo.

Desde 19 de Maio, que as nossas televisões nos têm bombardeado com programas sobre os 23 seleccionados: como se vestem, que casas têm, quais as suas alcunhas, como fazem as suas fintas, o que comem... Enfim, vai-se até ao mais ínfimo pormenor que não interessa a ninguém. Bom, se calhar, interessa, tendo em conta a quantidade de pessoas que foi assistir a treinos em Viseu (mas tiraram dias de férias para aquilo??), que seguiu o percurso da Selecção de Oeiras a Belém e até à Portela, e que esperou, até às tantas, para ver os jogadores entrarem no hotel suíço.

As televisões têm empolado este entusiasmo, mas poucos órgãos de comunicação social divulgaram os valores que todos nós, trabalhadores contribuintes, estamos a pagar aos "incríveis". Por dia, desembolsamos 700€ por jogador. Assim, só em Portugal, e contando apenas com os 23 atletas, a Selecção custou-nos 225.400€. Por dia, ganham mais do que muitos de nós recebem por mês... Pergunto-me como é que temos capacidade para pagar estas quantias e, acima de tudo, como é que deixamos. Gente sem comer, sem ter condições básicas de vida e ninguém diz nada...

Porquê tanto entusiasmo? Na minha opinião, estes meninos têm mais é de dar o seu melhor e chegar o mais longe possível. É a obrigação deles. Estão a ser bem pagos para darem alegrias aos portugueses e não para andarem a fazer fretes. Os fretes que fiquem em Portugal, onde, por inúmeras vezes, foram incapazes de retribuir o afecto que muitos adeptos lhes deram.


EDIT: Num rasgo de bom senso, ou perto disso, o Fisco decidiu reduzir a diária dos jogadores seleccionados para 395€... Não sabemos quanto receberão em prémios ou por fora, mas temo que eles talvez ainda fiquem pobrezinhos...

segunda-feira, maio 26, 2008

Feira do Livro 2008


Arrancou, no sábado, mais uma edição da Feira do Livro. Depois das polémicas entre a APEL e a UEP, graças ao finca-pé do Grupo Leya para mudar os moldes do evento, a poeira assentou. Os leitores agradecem... Uma visita à Feira do Livro é já uma tradição para muitos portugueses, mesmo que os preços das obras literárias nem sempre a justifiquem.

Para não perder pitada, fui ao evento, no Parque Eduardo VII (que maravilha de espaço!), logo no dia de abertura. Já levava uma lista de livros em mente, mas, para já, só comprei dois e já reajustei as minhas prioridades. Ver tantos livros, tantas capas bonitas e cativantes, tantas sinopses interessantes e enigmáticas, deixa qualquer um atrapalhado. Um lado da Feira do Livro 2008 já representou 30€ gastos, mas acho que as obras compradas valem a pena. Expiação, de Ian McEwan, e O Último Ano em Luanda, de Tiago Rebelo, foram as primeiras aquisições... Haverá outras? (eu diria que sim, a carteira quase implora que não...)


EDIT: Depois de ter visto os livros do dia aqui, não resisti e pedi que me comprassem O Historiador, de Elizabeth Kostova. Já andava com ele debaixo de olho há algum tempo...

segunda-feira, maio 19, 2008

Solidariedade social

Há coisas que me aquecem a alma... Sim, o Amor é uma delas, o Benfica é outra, a família outra ainda, mas também não fico indiferente ao saber que tenho um ministro da Economia inteligente e atento. Não sou nenhuma má-língua, só quando é mesmo necessário, mas fiquei sensibilizada com as últimas declarações do ministro Manuel Pinho. De facto, quando até um ministro que ganha balúrdios, que não faz metade daquilo que lhe pagam para fazer, que anda num carro do Estado pago por nós, se preocupa com a subida dos combustíveis, temos de nos sentir tocados... (noticia aqui).

sexta-feira, maio 16, 2008

Ganhem juízo, por favor!

Para a semana, era suposto começar um dos acontecimentos nacionais do ano para mim: a Feira do Livro. Hoje, de repente, sou confrontada com a notícia de que a realização do evento se encontra em perigo. Já tinha ouvido uns zunzuns de que as coisas não estavam bem entre a APEL (Associação Portuguesa de Editores e Livreiros) e a UEP (União de Editores Portugueses), mas não esperava que chegassem a este ponto.

Com tanta coisa que tenho lido, confesso que já não sei ao certo o que tem impedido a Feira de avançar. Ambas as associações vão fazendo finca-pé, a APEL defendendo a tradição e a UEP defendendo a modernização (sobretudo pela voz do grupo editorial Leya de Miguel Pais do Amaral). O que eu sei é que a minha intenção de abrir os cordões à bolsa na Feira parece cada vez mais distante... Andei eu com tantos planos para agora acontecer isto.

Como eu, existem muitas outras pessoas que vêem a Feira do Livro do Parque Eduardo VII como um evento anual a não perder. As bancas das editoras são vistas e revistas até se encontrar as obras ideais que se pretendem comprar. Agora, tudo fica em suspenso... Ninguém sabe que rumo as coisas irão tomar. Infelizmente, tudo o que gera dinheiro origina confusões difíceis de resolver. E quem é que sai prejudicado? Na minha opinião, editores e leitores. Os primeiros vêem-se descredibilizados e perdem os lucros resultantes do evento (a Câmara Municipal de Lisboa pondera mesmo a retirada do subsídio ao certame); os segundos vêem fugir a oportunidade de comprar livros a preços mais acessíveis e de usufruir de algumas promoções literárias sempre atractivas... Ah, e para não falar de que se deixa de comer o belo do churro ou do gelado!

sexta-feira, abril 25, 2008

25 de Abril sempre!

Estará Portugal a precisar de uma nova Revolução?