Mostrar mensagens com a etiqueta 7ª arte. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta 7ª arte. Mostrar todas as mensagens
quarta-feira, fevereiro 18, 2009

Ficção ou realidade?



Não dava nada pelo Mickey Rourke, mas o seu último filme, The Wrestler, com nomeações para óscar de melhor actor e melhor actriz secundária, tem-me chamado a atenção... Conto vê-lo quanto antes e, diga-se, o filme vem acompanhado de uma música fantástica do grande Bruce Springsteen: oiçam. Será o filme um auto-retrato?

sexta-feira, janeiro 30, 2009

Óscar#2

Depois deste, vimos, no passado fim-de-semana, mais um dos candidatos ao Óscar. O Estranho Caso de Benjamin Button, com Brad Pitt e Cate Blanchett, está nomeado para Melhor Filme e merece-o, sem dúvida. É um filme que parte, à partida, de uma premissa irreal - um jovem nasce velho e vai regredindo na idade -, mas que nos leva a pensar como reagiríamos se fosse verdade.
Ao longo do filme, as nossas emoções estão à flor da pele, já que se vive a estória com grande intensidade. Os actores principais estão bastante sóbrios nas interpretações e, apesar de viverem muito da caracterização, sobretudo o Brad Pitt, merecem rasgados elogios. Neste filme, o actor vive tudo ao contrário da normalidade. O dia-a-dia é encarado numa nova perspectiva, mas nem por isso vazia de receios, de dramas, de sofrimento. É de ver!

A Mary realçou um dos diálogos mais marcantes do filme e eu roubo-lhe (com delicadeza) a deixa:

Daisy: Would you still love me if I were old and saggy?
Benjamin Button: Would you still love ME if I were young and had acne? When I'm afraid of what's under the bed? Or if I end up wetting the bed?

quinta-feira, julho 24, 2008

The Dark Night



Ontem, graças à Canochinha, pudemos ir à ante-estreia de um dos filmes mais esperados do ano - The Dark Night. Esta saga do Batman tem sido alvo de boas críticas e o entusiasmo era enorme. O filme não desiludiu. A história está muito bem construída e a interpretação de Heath Ledger, como Joker, está simplesmente fantástica. A sua marca está presente em toda a acção com requintes de loucura, diversão e ironia. Nunca apreciei tanto um vilão. Recomendo-vos!

9/10


PS1 - No final, só me perguntava como é que uma pessoa se mantém sã depois de ter interpretado uma personagem deste calibre. É pena que tenha sido a última da sua (curta) carreira.

PS2 - Obrigada, Canochinha e Chauteaufiesta, pelo jantar divertido!

segunda-feira, janeiro 21, 2008

Semi-Tripla

Este fim de semana, dediquei-me a ver alguns filmes que, nos últimos tempos, tinham ficado esquecidos. A sessão começou na sexta-feira com Knocked up (Um Azar do Caraças), seguiu com The Prestige no sábado (adormeci antes do fim) e terminou, ontem, com Little Children (Pecados Íntimos).
Não terminei de ver o The Prestige, por isso, sou incapaz de fazer qualquer crítica. Até à parte em que vi estava a ser fixe, mas o sono venceu-me (maldito!). Quanto aos outros dois filmes, só tenho a dizer bem. São géneros completamente distintos, diga-se, mas nem por isso deixam de ter mensagens importantes.

Num estilo light, Knocked Up trata a temática da gravidez inesperada. Um encontro de uma noite tem consequências drásticas na vida de duas pessoas completamente diferentes. Ela é organizada, trabalhadora, responsável; ele é irresponsável, desempregado, boémio. Têm tudo para não se conseguir adaptar um ao outro, mas, contrariando as expectativas, ambos assumem as responsabilidades e tentam construir algo a bem do bebé a caminho. De forma divertida, a história acompanha nove meses de peripécias. Conseguirão os opostos manter a atracção? Pessoalmente, gostei bastante do filme. Acho que, de uma forma bastante descontraída, mas séria, o realizador mostra-nos como cada um enfrenta a dura realidade de uma gravidez. Apesar das mudanças drásticas, há sempre um lado positivo nas coisas.


Ontem, foi a vez de Little Children. A história desenrola-se numa pequena comunidade que, de um momento para o outro, se vê confrontada com a chegada de um cadastrado. Ao longo do filme, vão-se conhecendo as personagens que, muitas vezes, escondem mais do que mostram. Talvez por isso, o filme seja marcado por várias cenas onde o escuro é o tom predominante. Existe romance, medo, suspense e liberdade qb. No final, é inevitável pensarmos: o que esconde quem nos rodeia?

Divirtam-se!

quinta-feira, janeiro 03, 2008

Happy... mas não muito!

Já há vários meses que insistia com o meu namorado para vermos o Happy Feet. Como ele se mostrava sempre pouco interessado, acabei por ver o filme estas férias sozinha. Aproveitei que agora o leitor de DVD da sala já funcionava e sentei-me no sofá no quentinho.
Sinceramente, o filme ficou aquém das minhas expectativas. Os trailers que tinha visto sempre me tinham cativado, mas, na realidade, eram só fogo de vista. O filme não é mau, mas não é tão tocante nem tão arrebatador como me tinha parecido. É uma hora e qualquer coisa de simples entretenimento...
No coração da Antárctica, na terra dos pinguins-imperador, não és ninguém se não souberes cantar. E Mumble não podia ser mais desafinado; é o pior cantor do mundo. No entanto, nasceu com o dom do sapateado. A mãe, Norma Jean, acha graça, mas o pai, Memphis, acha que não é próprio de um pinguim. E os dois sabem que sem uma canção de amor, Mumble nunca conseguirá conquistar a rapariga dos seus sonhos e acasalar. O pinguim desafinado acaba por ser expulso da sua comunidade e é aí que encontra os pinguins Adelies, que o convidam desde logo a festejar com eles, aplaudindo os seus passos de sapateado. Com a ajuda dos seus novos amigos, Mumble irá descobrir que o mais importante é ser ele próprio e que só assim poderá fazer a diferença (Cinecartaz).
Para mim, a questão essencial do filme é sabermos aceitar a diferença. O filme mostra como não devemos excluir as pessoas só porque não são um reflexo de nós. Todos devemos ter oportunidade de mostrar quem somos, mesmo que desagrade à maioria. Já pensaram o que seria das sociedade se fôssemos todos iguais?

quinta-feira, outubro 18, 2007

Jodie no seu melhor

Finalmente consegui ganhar um bilhete duplo para uma ante-estreia. E logo para ver o regresso da Jodie Foster às salas de cinema. "Uma estranha em Mim" está 5* e merece todas as críticas positivas que se escrevam. O filme, cuja grande parte das cenas acontece à noite, despoleta os sentimentos mais negros que cada um de nós tem dentro de si.
Após um acontecimento trágico, a vida de Erica Bain transforma-se completamente. Dentro do seu próprio corpo, nasce um novo eu, desconhecido e muito mais sombrio. Perante a ineficácia dos que devem afastar os maus dos bons, Jodie Foster lança-se numa tentativa de se vingar daqueles que a marcaram para sempre. Contra tudo e todos, começa uma nova vida cujo objectivo é impedir que surjam mais vítimas. Ao longo da trama, é inevitável sentirmos compaixão pela protagonista e simpatia pelos motivos que a movem. Mas, por outro, quem somos nós para fazermos justiça sem julgamento?
O filme, que chega hoje às salas de cinema, é um misto de emoções: romantismo, medo, frieza, justiça, amizade... No final, a pergunta que se põem é: se fosse connosco, se sofrêssemos uma perda tão trágica como a dela, como agiríamos? Confesso que, às vezes, perante a justiça que temos, acho que os meios justificam os fins... Mas quem sou eu para fazer justiça?

segunda-feira, outubro 08, 2007

Tantas vezes quanto as possíveis

Há coisas que não se explicam... Uma delas é por que razão, de cada vez que está a dar Robin Hood - O Príncipe dos Ladrões, eu me sento no sofá. Já vi o filme n vezes, sei as cenas de cor, mas ajo como se desconhecesse tudo. Parece que cada cena é nova, que o filme terá um desenrolar diferente... É um dos meus filmes preferidos, claramente. Gosto da história em si, gosto do contexto histórico, gosto do romantismo e aprecio o actor. Tudo joga a favor do filme. Na sexta-feira, a RTP voltou a passá-lo na sessão da tarde. A minha irmã, que arrumava a cozinha, foi para a sala; o meu irmão, que fazia um trabalho clínico, fez um intervalo e eu, que estava no computador sossegada, passei rapidamente para a sala. Há filmes intemporais... ai há, há!

Vocês têm algum?

sexta-feira, agosto 17, 2007

Um serão a dois

Não costumo fazer muitos serões fora de casa, sobretudo durante a semana, mas ontem decidi abrir uma excepção. Eu e o co-autor deste espaço, o meu amorzinho, precisávamos de um miminho, por isso decidimos ir jantar fora e ao cinema (claro que aproveitamos uma promoção da TMN para não gastarmos muito dinheiro). O destino foi o Colombo.
Coube-me a mim a escolha do filme. Estive indecisa entre os 'The Simpsons' e 'A Última Legião', mas optei por este último. A minha opção foi, sem dúvida, bastante influenciada pelo facto de já ter lido o livro. Li-o há dois anos, adorei e sentia alguma curiosidade para ver o que tinha sido feito. No entanto, não tenho por hábito ler livros que deram filmes ou vice-versa (só o fiz com o 'Código da Vinci'). Tenho ideia de que ficam sempre aquém das expectativas...

Posso dizer que gostei do filme, que foi 1h30m muito bem passada. Tal como o livro, o filme conseguiu cativar-me do princípio ao fim. Claro que há algumas imprecisões (entre elas o nome da personagem feminina, a forma como conheceu o herói da história), mas, no geral, a história está toda lá. E os produtores ainda tiveram o mérito de acrescentar algum humor. Confesso-vos que não sou perita em filmes (gosto porque gosto), mas aconselho-vos este filme. É sempre agradável irmos ao cinema sem expectativas e sairmos da sala com a sensação de que o dinheiro foi bem empregue.

PS - Quando cheguei a casa, fui reler algumas passagens do livro só para ver as diferenças com o filme. Ele há cada maluquinho...

sexta-feira, junho 29, 2007

Acção!

Estreou, ontem, o quarto filme de Die Hard. Sempre fui apreciadora deste tipo de filme, mas, pelo que vi do trailler, a história do herói parece-me demasiado hollywoodesca. Espero que este novo filme esteja à altura dos outros, sobretudo do Assalto ao Arranha-Céus... Que espectáculo de filme! Este novo vai de imediato para a minha lista de filmes a ver... com o meu amor!

sexta-feira, junho 15, 2007

Dia de cinema

Ontem, a tarde foi de cinema. Depois de me perder com séries, era tempo de pôr as obras de 7ª arte em dia. Os eleitos foram 300 e Little Miss Sunshine, dois dos filmes que mais curiosidade me suscitavam. Gostei de ambas as histórias, embora o 300 tenha ficado um pouco aquém das minhas expectativas. Julgava que a história não se baseava tanto em situações bélicas. Ainda assim, gostei dos temas que foram mencionados, como, por exemplo, a honra, a glória, a traição e a luta pelo poder. Já o Little Miss Sunshine tocou-me, sobretudo pela simplicidade da história. Um enredo tão simples - baseado em apenas cinco personagens - cria uma moral que deve valer para uma vida inteira: a família é o mais importante de tudo.


quarta-feira, maio 23, 2007

Dias de Glória

Quando, há uma semana, recebi um convite do Instituto Franco-Português para assistir à antestreia de um filme, torci o nariz. O cinema francês não faz parte das minhas preferências: nunca gostei da língua (demasiado melosa) nem nunca tinha visto nenhum filme (nem mesmo o aclamado ‘O Fabuloso Destino de Amèlie Poulain’). Porém, em conversa com o meu mais-que-tudo, acabámos por decidir ir. O meu portuguesismo manifestou-se, afinal, se era uma antestreia à borlix por que não ir? E só vos digo isto: valeu a pena!
O filme chama-se ‘Dias de Glória’ e retrata a participação de homens das colónias francesas na II Guerra Mundial. Quatro indivíduos – Messaoud, Yassir, Saïd e
Abdelkader – decidem juntar-se ao exército francês para combaterem o nazismo. Contudo, com esta ida para o exército pretendem, de igual modo, obter algum reconhecimento socio-económico. Querem lutar pela Mãe-Pátria, mas não esquecem a pobreza a que são vetados nas colónias, ansiando por uma nova vida. Cedo se apercebem de que a França faz deles ‘carne para canhão’: são os primeiros a ir para a linha-de-fogo e a sua bravura nunca é recompensada ao invés da dos franceses. Ao longo do filme, os destinos de Messaoud, Yassir, Saïd e Abdelkader vão sendo traçados e, nem sempre, como o espectador desejaria.
Na minha opinião, o filme está muito bom e merece ser visto, na medida em que põe em causa o lema por que a França se rege: Igualdade, Liberdade e Fraternidade. A França multi-cultural, na altura, pretendia apenas livrar-se das amarras do nazismo, independentemente dos danos colaterais.
Com momentos cómicos, dramáticos, românticos e de acção, o filme apresenta um novo lado da II Guerra Mundial que desconhecia por completo. E que, como branca, me envergonhou. Por muito que os indígenas (nome por que eram conhecidos os homens das colónias) fizessem para defender a França, e torná-la digna do apoio dos Aliados, nunca era suficiente para que as altas chefias lhes reconhecessem mérito. Pensava que, na guerra, a cor, a educação e a origem não importavam... A luta trava-se por um ideal e sob uma bandeira!


“Sejamos bougnoles* ou franceses, as balas alemãs não conhecem a diferença.”, Abdelkader

* bougnoles - nome por que também eram conhecidos os nativos

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

Noitada ou não...

Tinha ideia de ver um pouco da cerimónia dos Óscares deste ano, mas não resisti a tanto sono. Ainda não tive oportunidade de ver todos os filmes nomeados deste ano, mas penso que “The Departed” é um justo vencedor arrecadando os prémios para melhor filme, melhor realizador, melhor argumento adaptado e melhor montagem. No que respeita aos prémios para melhor actor e actriz estes foram para Forest Whitaker em “Last King of Scotland” e para Helen Mirren pela sua excelente interpretação como Elizabeth II em “The Queen”. “Little Miss Sunshine” foi premiado em duas categorias: melhor actor secundário (Alan Arkin) e melhor argumento original. Outro filme com dois Óscares foi “Dreamgirls” que venceu o prémio de melhor mistura de som e de melhor actriz secundária para Jennifer Hudson. “Happy Feet” ganhou o melhor filme de animação. Tenho de ver este filme brevemente porque já está prometido a alguém... Com uma única estatueta ficaram três filmes: melhor montagem de som para “Letters from Iwo Jima", melhores efeitos especiais para “Pirates of the Caribbean: Dead Man's Chest”, e, por fim, o grande derrotado da noite, “Babel”, vencedor apenas da melhor banda sonora original. Aproveitando que estamos a falar de cinema, recomendo vivamente um filme que vi ontem: “Match Point”.