terça-feira, novembro 25, 2008

Por que não nacionalizamos todos ladrões?

Se há palavras que já não consigo ouvir são: banco e nacionalização. Nos últimos tempos, estas duas palavras têm andado tão juntinhas que, como cidadã, não posso deixar de me preocupar. Os bancos deviam ser instituições seguras e credíveis, mas o que vemos não é nada disso. E querem eles cativar as pessoas para investimentos que prometem riquezas. Para quê? Para os gestores ficarem ainda mais ricos do que já são, para quando nos dirigirmos aos balcões nos dizerem que não podemos levantar o dinheiro porque não o têm? Como eu gostava de pôr em prática a ideia do Ricardo Araújo Pereira em relação a este país: é deitar tudo abaixo e construir de novo!

Depois do BPN, surge o BPP. Eu acho isto extremamente engraçado. Durante anos, os seus respectivos gestores - da sua própria fortuna, claro - foram fazendo e desfazendo maroscas e o dinheiro dos cidadãos foi-se perdendo aqui e ali. Ninguém sabia de nada, claro. Nunca ninguém viu nada. Estavam lá todos em prol dos cidadãos e para defender os interesses destes... Sim, sim, e eu sou a Madre Teresa de Calcutá. O que irrita mesmo é pensarem que todos são estúpidos e que nunca seriam descobertos. Mas, para além disso, e embora não seja cliente de nenhum dos bancos, é frustrante ver como se perde duas vezes: não só o dinheiro depositado se vai como ainda se paga uma nacionalização. Lamentável!

Como é que podemos criticar os ladrões de bancos por causa de 1000/2000€ quando os gestores roubam fortunas e não são punidos? Este país não tem solução, infelizmente.

quinta-feira, novembro 13, 2008

FIFA?



Qual destes tem realmente qualidade para arbitrar um jogo internacional? Onde é que a FIFA está com a cabeça para deixar que algo importante esteja na mão destes indivíduos? Chulos!

quarta-feira, novembro 12, 2008

Sem luz, mas com muito brilho!

Este post é dedicado ao meu amor, porque me fez descobrir uma voz simplesmente fantástica, uma discografia marcante e uma personalidade simplesmente sui generis.


sexta-feira, novembro 07, 2008

Saboroso é....



... ter um copinho de café entre as mãos e sentir o calor invadir todo o nosso corpo. Bendita bebida, quando o ar condicionado está avariado.

quinta-feira, novembro 06, 2008

A saída ali tão perto

Aviso: O texto é longo, mas a minha frustração ainda é maior :o)


Não sei se já vos disse, mas não gosto de técnicos da Zon TvCabo. Nada pessoal, mas, pura e simplesmente, servem uma empresa que faz tudo em cima do joelho e onde nos fazem pagar balúrdios. Ah, depois, claro, estes indivíduos tentam sempre passar a ideia de que a culpa nunca é deles (técnicos) e alguma coisa precisa de ser feita no sistema. Mas qual sistema?? É simplesmente uma forma de enrolar o cliente...

Este sábado, mais uma vez, o sinal da TvCabo deu o berro, em especial o da SportTv1, que era o que me interessava. Há uma semana que a coisa andava má: a imagem parava, víamos uns 30 tipos a correr atrás da bola, um relvado todo cheio de pixels, o som todo cortado. Esperei que o problema fosse remediado pela própria TvCabo (sim, acreditei na boa-fé deles... totó!), mas nada. No fim-de-semana, era impossível ver a SportTv1 e a minha preocupação, claro, era estar a pagar um serviço e talvez nem conseguir ver o Benfica, no domingo. Liguei para lá irritada, mostrei o meu desagrado, exigi a ida de um técnico lá a casa e a única resposta que me deram foi "vamos analisar o problema e será contactada se acharmos necessário assistência técnica". Claro que me passei e não desliguei o telefone. Então, mas nós somos aumentados, por causa da SportTv ter criado mais dois canais (o que é que eu tenho a ver com isso??), e depois eles é que decidem se dão apoio técnico ou não. Deram-me uns contactos e pediram que aguardasse nova chamada deles... E assim fiz. Só para terem uma ideia da chulice, a qualidade do sinal na SportTv1 estava a 40% e o da SpTv2 a 80%... Perante isto, não pude deixar de ironizar com o facto de, a partir de agora, nos darem um desconto condicente com aquilo de que usufruimos. Não acham bem?

................... Estes pontos são o reflexo do meu telefone durante a noite de sábado. Ao longo de 5 horas, não houve qualquer sinal da Zon até que tocam à porta desenfreadamente. Eram 00.00 certinhas e só me lembro de pensar quem era o atrasado que batia assim na casa de alguém. A resposta surgiu logo: "TvCabo"... claro. O técnico lá subiu, pôs-se para lá a fazer uns testes, mexeu no telefone (também da Zon), foi mexer nos fios no exterior e o sinal continuava mau, muito mau. Começou a falar em linguagem técnica, substituiu a box que tínhamos e decidiu mudar a tomada do sinal. A nossa instalação foi feita por tipos da Zon, mas a verdade é que cada técnico que lá vai diz que a tomada não é boa, não se usa, não é deles... Há uma sintonia perfeita lá dentro, não vos parece? Enfim, o que interessa é que desconjuntou a tomada e, uma vez que não tinha uma para pôr em substituição, ficou de lá ir segunda. À 1h da manhã, quando saiu lá de casa, a SportTv não funcionava, os canais genéricos não funcionavam, o sinal continuava mínimo (pela indicação da box) e o ecrã mostrava uma das mensagens típicas da Zon: "canal codificado (mesmo que não fosse). Desligue a power box e, se o problema persistir, contacte a Zon para o número XXX XXX XXX".

Antes de sair, o senhor disse que voltaria segunda-feira para pôr a tomada e finalizar o trabalho como deveria ser. No entretanto, conseguimos ver o Benfica (e que Benfica!!...voltando à terra...), mas continuávamos sem canais. Além disso, ninguém podia sequer aproximar-se da tv ou mexer no telefone. O senhor voltou segunda e pôs a tomada, mas o problema persistia. Ele insistia que não podia fazer nada, que a Zon nem sabia da presença dele lá naquela noite e bla, bla, bla... Claro que, vendo a minha situação na mesma, protestei. Eu e o meu pai, claro. Fizemo-lo veemente, sobretudo enquanto o indivíduo arrumava a sua tralha e se propunha a ir embora. E foi...

Ainda na segunda à noite, liguei para o apoio técnico. Voltei a irritar-me, pus-me aos berros, ameacei cancelar o contrato e eles comprometeram-se a enviar um técnico durante a parte da manhã de terça-feira... que não foi. Nem avisaram nem nada - só para verem o desrespeito com que os clientes são tratados. ONTEM, foi lá um técnico e confirmou que o problema era exterior e avisou uma equipa para ir lá. Por enquanto, o problema está meio resolvido, veremos até quando.

Nestes avanços e recuos, fizémos queixa à Zon quer do mau serviço de apoio prestado quer do técnico que lá foi para nada. De repente, às 20h, tocou o meu telemóvel. Quem era? Nada mais nada menos do que o técnico de sábado. Só queria dizer que eu e o meu pai fomos mal educados na segunda (supostamente porque não nos calámos...), que chegou a ter medo, que, afinal, ele tinha razão, porque o problema era externo, e, por último, que nós devíamos confiar mais no que os técnicos nos dizem. Confiar na Zon TvCabo? Nem que a vaca muja....

terça-feira, novembro 04, 2008

Expectativa amer... mundial



4 de Novembro de 2008. Independentemente do que acontecer nas urnas, hoje far-se-à História e nós faremos parte dela. Barack Obama ou John McCain? Quem ganhar, marca uma viragem naquilo que têm sido os últimos séculos/anos americanos. Será um negro? E pensar que, há cerca de um século, a América vivia sem qualquer abertura para negros, perseguindo-os e maltratando-os, só por causa da cor. Será uma mulher? Os americanos mais conservadores devem-se estar a roer. Pôr uma mulher na vice-presidência do mais importante país do Mundo é abrir uma brecha para perderem domínio/força. (bom, sendo essa mulher Sarah Palin, não discordo...lol). Os dados estão lançados!
Pessoalmente, e pensando nos interesses mundiais, acho que seria preferível ganhar Obama. É uma lufada de ar fresco e, acima de tudo, parece-me que o senhor é decente. Mostra-se disponível para resolver os graves problemas que assolam a economia mundial; não tem feito promessas loucas; tem, sim, mostrado capacidade para debater o tema sem denegrir os adversários e os causadores da crise.

Hoje, o Mundo muda... será que avança?

sexta-feira, outubro 31, 2008

Isto não é magia

Às vezes, sentados nos nossos sofás, no quentinho das nossas casas, nem nos apercebemos da vida difícil que muitas pessoas levam. Na quarta-feira passada, decidi ir ao Colombo com a minha mãe e regressámos a casa de comboio, por volta das 21.30. Pensar-se-ia (e pensa-se) que, a essa hora, a frequência deste meio de transporte já não é a melhor, mas o que vimos foram pessoas que regressavam dos trabalhos, cansadas, abatidas e sonolentas... A minha mãe tem muita razão quando diz que há muitos que se matam a trabalhar para outros não fazerem nada. Somos um país de desequilíbrios e nem sequer sabemos recompensar quem merece.

Na minha carruagem, para além de trabalhadores, vinha também, sozinho, um menino com cerca de 12 anos. Sem ligar a ninguém, lá vinha ele com o seu material escolar e um saco carregado de roupa, que, segundo me pareceu, devia ser um equipamento. De repente, tirou uma sandes da mochila e comeu-a como se nada fosse. Na opinião da minha mãe, devia ser o seu jantar, mas eu, como optimista, gosto de pensar que não... Enquanto comia, entrou uma senhora que se sentou junto dele e tanto o olhou que ele, na sua simplicidade, perguntou se ela se queria sentar no banco ao seu lado (onde estava o seu saco com roupa). Ela recusou a generosa oferta, afinal, estava bem acomodada e só o olhava porque achava que tudo devia ir dentro da mochila, por precaução. Para que não perdesse nada, para que ninguém se metesse com ele... Não cabia na mochila, desculpava-se ele, por mais esforço que fizesse para amachucar tudo. E a viagem continuava... bem como a sandes dele. Eis que então a mesma senhora tira da mala um sumo e lhe oferece. O menino, por vergonha ou por não querer mesmo, recusou, mas a simplicidade do gesto e a generosidade da senhora são coisas que, hoje em dia, já não se vêem muito. À saída dele, estes dois estranhos despediram-se como se se conhecessem há anos. E, claro, o instinto maternal dela falou mais alto. "Agora tem cuidado, ouviste?", disse-lhe.

Não gosto de falar de brancos, amarelos, negros, mas, neste caso, acho que isso tem de ser mencionado. Hoje em dia, temos tendência para só ver o lado mau desta última comunidade e esquecemo-nos de que há bons e maus em qualquer lado. Naquela carruagem, a maioria das pessoas eram negras, sim, mas nem por isso o ambiente era preocupante e, pessoalmente, não sei se veria alguém branco a ter este gesto de afecto/generosidade para com outro individuo. Foi bonito e, acima de tudo, marcou-me.

segunda-feira, outubro 27, 2008

Paixão, ódio, crítica - um clube!



Quem me conhece sabe que sou uma fervorosa adepta do Benfica. Sempre que posso, tento ir ao estádio. Não só vejo a minha equipa, como ainda estou com a minha cara metade. Combinação perfeita! Este fim-de-semana não foi excepção. O adversário não era suposto ser díficil, mas os três pontos tinham de ser conquistados... e foram. É verdade que sofremos, que custou, mas o que conta mesmo é o resultado final. O Benfica chegou-se ao topo da classificação. Na próxima jornada, logo se vê...

Não escrevo este post para falar do Benfica, embora fosse um tema deveras interessante. Este post é dedicado a todos os que vão ao estádio, porque acho que não há lugar onde as ideias sejam tão diferentes e tão iguais, unidas pelo amor a um clube. Os adeptos nunca estão contentes, por natureza, e, acima de tudo, todos se julgam treinadores de bancada. Podem nem saber nada, mas mandam a sua crítica e a sua boca. Normalmente, têm um ódio de estimação. Pelo menos no meu sector, é o Nuno Gomes. Só vêem o que ele faz de mal, nunca o que faz de bem. Não sabem admitir que corre, que se esforça, só vêem que erra, que não marca, que não ajuda... e vai daí, lançam as maiores asneiras/insultos que se possam imaginar (coisas que nunca pensei que existissem!). Se, de repente, o Nuno Gomes marca, é o maior ídolo de todos. Bichos estranhos, os adeptos...

No final do jogo de ontem, havia sorrisos. O Benfica conseguiu ganhar, mas nem todos estavam contentes. Lá se encontravam uns quantos a criticar as opções do treinador nas substituições. Cardozo, o salvador de ontem, era vaiado e assobiado, mas a maioria queria-o ver em campo. Tem pés de chumbo, diziam uns; quem é que lhe disse que era jogador, diziam outros... Tudo criticava, mas a verdade é que, no seu íntimo, todos estavam felizes pela sua prestação. O que conta são os golos e ele marcou... para 3 pontos.

A paixão que une todas estas divergências não tem explicação. E é tão estranha que, mesmo que tivéssemos feito um jogo pior (podem pensar que não, mas é possível!!), à saída do estádio, debaixo do túnel a caminho do Colombo, todos gritariam(os) em uníssono SLB, SLB, SLB, GLORIOSO SLB. Vale a pena sofrer porque a expulsão depois é intensa e sabe tão bem... E, onde quer que seja, mas falo sobretudo pela Catedral, não há imagem mais bonita do que ver as bancadas aos pulos: foi golo!... ontem, houve 2 para nós e foram suficientes para estarmos a um ponto do líder!

quarta-feira, outubro 22, 2008

E esta, hein?

Sabem por que é que há trampolins na região do Árctico?
Para o urso polar!




Doce inocência das crianças... :)

quarta-feira, outubro 15, 2008

"Isto é que é vida..."



O título deste post é uma homenagem à minha irmã. Esta foi a frase que nos acompanhou na última semana, desde que chegámos sábado (4/10) até partirmos domingo (11/10). As imagens aqui expostas são pequenos retratos de onde estivemos - Mallorca. Uma maravilha que temos de agradecer aos nossos pais, sem dúvida, pois a viagem estava-lhes destinada. Não puderam ir, fomos nós... que chatice! Mais tarde, mostrar-vos-ei como a ilha é, de facto, bela.
Agora a parte chata: regressei ao trabalho. As coisas ainda estão a entrar nos eixos, mas já tenho stress em doses grandes por causa da falta de tempo para tudo. Tenho de me desdobrar em dois cargos e mais o part-time... como é que assim posso sentir o efeito das férias? Queria mais...

quinta-feira, outubro 02, 2008

Adoro!

quinta-feira, setembro 25, 2008

O peso da idade

Às vezes sinto que estou a ficar velha... Não, não é porque veja pessoas mais novas e pense que o meu tempo de adolescência/escola já se foi há muito. Nada disso. Aliás, essas coisas do tempo são sempre muito relativas. Sinto que estou a ficar velha porque cada vez mais a minha memória não dá para tudo. É verdade que tenho o péssimo hábito de ser desarrumada, mas também é verdade que tenho de "tocar vários burros" e, depois, há coisas que vão ficando pelo caminho. A última prova da minha caduquice aconteceu ontem. De manhã, lembrei-me que já não via a minha máquina fotográfica há algum tempo e, assim que cheguei a casa, pus-me à procura. Revirei tudo, procurei em sacos, desarrumei roupa, vi nos sítios mais loucos, como, por exemplo, gavetas do wc, e nada... Comecei a desesperar... Não era pela máquina em si (eventualmente comprar-se-ia outra quando houvesse necessidade), mas por não me saber organizar. Fartei-me de ligar para quem tinha estado no meu quarto desde a última vez que a tinha visto - há coisa de duas semanas. Claro que ninguém sabia e, quanto mais vezes me diziam isto, mais eu me irritava, mais vontade tinha de esmurrar qualquer coisa. Eu sei que, quando me sinto à nora, tenho muita facilidade para perder o tino e descarrego em tudo e todos. Porém, quando tudo volta ao lugar, sou a primeira a pedir desculpa...mas o erro está feito, não é?
Depois de muita procura, depois de muito stress e nervos, lá consegui encontrar a maldita da máquina fotográfica - que, por acaso, por ter andado desaparecida, só me apetecia espatifar. Estava, desde há semanas, no carro do meu primo, sem que eu ou ele tivessemos dado por isso. Durante uma viagem, tinha caído para debaixo do banco dele (condutor) e nunca mais eu me lembrei dela. Tenho mesmo de mudar esta minha maneira de ser. Para além disso, como é que eu não soube logo onde procurar? Tentava relembrar-me de onde tinha estado, mas não me conseguia... A idade não perdoa, infelizmente.

quinta-feira, setembro 18, 2008

Mais poupança, menos motivação?



Não sei como vos posso falar do meu entusiasmo actual... Estou que nem posso... E porquê?, perguntam vocês. É simples: quem é que não quer assumir novas funções no trabalho e continuar a ganhar o mesmo de sempre? Xiii, tantos braços levantados. Alguém se lembra de melhor forma de motivação no emprego? Enfim, por enquanto, acata-se e logo se vê no que isto vai dar, esperemos que tudo funcione. De repente, o meu trabalho meio aborrecido aumentou consideravelmente e não são coisas que se apre(e)ndam de um momento para o outro. Preciso de tempo, de saber mexer em novos programas informáticos, de puxar pela minha imaginação... (nesta última sou particularmente...má!). Agora sou a administrativa, a operadora do apoio ao cliente, a responsável pela nossa base de dados e pelas publicidades na Imprensa. Um verdadeiro 3 em 1 e altamente rentável à empresa, claro. Poupam-se cerca de 900€ e põe-se uma pessoa a fazer o trabalho de duas. Haja fé.... O único aspecto positivo que encontro é que, deste modo, as horas de trabalho vão passar mais depressa... Uau!

quarta-feira, setembro 17, 2008

Temos um país de medricas!

A verdade pode ser exagerada, mas é a minha avaliação depois de ter visto "O Momento da Verdade". Não queria tecer comentários antes de ver, pelo menos, uma sessão do programa. Vi ontem e, apesar de tudo o que já me tinham dito, acho que ainda me surpreendeu pela negativa. Pessoalmente, não sei quem e que família se sujeita àquela humilhação toda para ganhar uns dinheiros - e acrescento que, pelo que deram a entender, não eram nenhuns pobretões. O pai era o homem das respostas, apoiado por uma mulher toda risonha e meio tonta, uma mãe séria mas apoiante, uma filha histérica de riso e um filho que considerava que cada conceito debatido era sempre vasto...
O candidato só tinha olhos para duas coisas: dinheiro e mulheres sexy (o que quer que isso seja na cabeça dele). Provavelmente, como a grande maioria dos homens nacionais, julga-se um macho latino e esta sua presunção tornava-o logo irritante. Depois, de cada vez que lhe falavam em dinheiro, parecia que se alterava - "é muita 'grana'" era a sua expressão predilecta. Foi ao concurso para ganhar dinheiro, quanto mais melhor, mas acabou por sair de lá sem nada. Mentiu, segundo o polígrafo, embora o senhor tenha continuado a dizer que a sua resposta era verdadeira.
As perguntas foram abrangentes. Pretendia-se vasculhar a vida pessoal e profissional do senhor e conseguiu-se. Para mal dos pecados dele, não recebeu nenhuma recompensa. Surpreendeu-me em algumas respostas, mas, ao contrário do que eu pensava, para algumas pessoas, tudo vale em nome do dinheiro. O principal interesse da vida deste homem era estar bem e dar-se bem na vida, independentemente do que tivesse de fazer... Uma das primeiras perguntas: Se recebesse 250 mil €, era capaz de praticar relações homossexuais? E eis que o machão responde: Sim! A justicação: "é muita grana!". A família, essa, pareceu não se espantar e o filho defendeu-se com o facto de "relações homossexuais" ser muito vasto, mesmo tendo a Teresa Guilherme explicado de que se tratava. Próxima pergunta: Já alguma vez bateu na sua mulher? Pim! Por exigência da dita esposa, a filha carregou no botão. A resposta, mesmo não verbalizada, todos sabemos qual era e diz a esposa calmamente "há dias bons e dias menos bons". Ora, se encara o problema (porque é disso que se trata!) com esta leveza, por que não o deixou responder? A sessão continuou... "É verdade que fingiu ter um ataque epiléptico quando foi à inspecção na tropa?" - Sim! Assustava-o ter de passar logo o primeiro fim-de-semana a lavar pratos no quartel... Acho que o problema dele era mais saber que ia sujar as unhas. Este tipo não era um homem, era um rato, se avaliarmos pela sua (falta de) coragem. O programa prosseguiu, afinal, ele disse a verdade.... "Tem orgulho no seu filho?" - Não. Ui... agora as coisas começam a aquecer. Independentemente do que o filho tenha feito, filho é filho, mas o senhor não pensa assim. O filho bem tentou virar o jogo a favor dele, dizendo as balelas de que isso lhe daria mais força para melhorar, mas ouvir um pai dizer isto é duro... e triste - ainda por cima, na praça pública. O rol de perguntas continuou, mas, curiosamente, seria o filho a causa da perda do senhor neste jogo. Na pergunta "Sente rancor do seu filho por ele lhe ter destruído um carro?", o concorrente mentiu. Disse "Não.", mas o polígrafo acusou a mentira. Como é que um pai guarda rancor por isto? Mesmo sendo o melhor carro do Mundo, o que era suposto interessar ao pai era o facto do filho não se ter magoado... não?

Já deu para ver de que é feito este programa. Os ingredientes essenciais são humilhação, chafurdice, provocação e conflito. O nível dos programas de televisão está cada vez mais baixo, por isso não admira que a sociedade esteja como está. Será que ainda pode piorar?

quinta-feira, setembro 11, 2008

Na memória para sempre



Sem dar por isso, já lá vão 7 anos... Então, no dia 11 de Setembro de 2001, o Mundo mudou. Os EUA sofreram um dos maiores, senão o maior, ataque terrorista de sempre. Mesmo no coração de Nova Iorque, o World Trade Center (as conhecidas Torres Gémeas) foram atingidas por dois aviões e, pouco horas depois, colapsaram como se fossem uma pilha de cartas. Milhares de vidas foram roubadas - uns não se aperceberam sequer do que se passava, outros não quiseram esperar pela morte e ainda houve quem perdesse a vida na tentativa de salvar alguém. A devastação não era só nos EUA... A nossa "aldeia global" viveu cada momento com a mesma intensidade dramática, derramaram-se lágrimas, surgiram manifestações de apoio e consolo, intensificou-se a luta contra o Mal (o que quer que isso seja...). Uma ferida como estas não sara.

Ainda me lembro deste dia como se fosse ontem. Estava a almoçar em casa dos meus tios quando, de repente, surgem as imagens no noticiário. Vimos, em directo, o embate do segundo avião contra as Torres. Não podia acreditar tratar-se de um atentado. Estávamos a falar dos EUA, a maior potência mundial, aquele país com uma segurança impecável e sem falhas. Um acto de terrorismo bem no coração de Nova Iorque era demasiado arriscado - até para os mais loucos! O meu tio não teve dúvidas, no entanto. Era atentado! Algumas horas depois, chegou a confirmação e, pouco mais tarde, as Torres Gémeas caíram... O coração americano estava demasiado ferido para que o aço se aguentasse em pé, suportando as chamas imparáveis. As imagens ficarão para sempre na nossa memória.

Os acontecimentos que se seguiram ao atentado de 11 de Setembro não prestigiaram nem as vítimas nem a dor do povo americano. Seguiram-se perseguições desenfreadas à procura de culpados, actos de violência contra grupos de origem muçulmana e George W. Bush mostrou-se convicto na luta contra o (seu) Eixo do Mal: Irão, Iraque e Coreia do Norte. Segundo o presidente americano, estes países detinham armas de destruição maciça e mísseis, apoiavam o terrorismo (ligações a Al-Qaeda, considerada responsável pelo 9/11) e instigavam o ódio contra a América e os seus aliados. É, nesta base, que acontece a invasão ao Iraque (20 de Março de 2003) e que, mesmo após a morte de Saddam Hussein (que os Americanos tanto procuravam), se prolonga até hoje... Tratou-se de um acto contra o terrorismo ou uma tentativa de garantir mais poder ecónomico e mundial, face à reserva natural de petróleo que este país detém? As opiniões dividem-se...

Hoje, o dia é de dor nos EUA. A memória das vítimas deve ser relembrada, os actos heróicos enaltecidos. Sete anos depois, o medo, a dor, a saudade e as lágrimas continuam presentes na vida de milhares de famílias de várias nacionalidades. O Mundo mudou a 11 de Setembro de 2001... mas será que aprendeu alguma coisa?

quarta-feira, setembro 10, 2008

Como agora...



Às vezes tenho uma vontade enorme de comprar livros sem pensar naquilo que gasto. Sei que, embora depois me custe na carteira, psicologicamente vou estar mais bem disposta. É claro que isto não é uma doença, mas devia ser algo a ser estudado. Se soubessem como aprecio sentar-me na cama e olhar para os livros que tenho na estante... São os meus brinquedos, as minhas relíquias, e, de cada vez que um abandona o seu lugar, fico preocupada. Sei que sou mariquinhas com eles, mas não consigo ser diferente. Não gosto de livros com capas estragadas, não gosto de livros sublinhados, não gosto de livros enrugados. Ler é sentir os livros, sim, mas isso não invalida que os tratemos com carinho. Para que, no futuro, possam encher a nossa própria casa e ficar para gerações futuras.

terça-feira, setembro 09, 2008

Papéis trocados

Ontem, foi um tormento para chegar a casa. Primeiro, demorei quase uma hora para sair de Alfragide, depois, apanhei um comboio cheio de adolescentes completamente histéricos. Entre estes, estavam duas raparigas ridiculamente atiradiças e descaradas. Não deviam ter mais de 14 anos (!!) e estavam todas entusiasmadas por verem uns miúdos giros, mais velhos, mesmo ao seu lado. Era natural que se sentissem assim, acho... Não são normais é as atitudes que se seguíram: começaram descaradamente a galá-los, falando bastante alto numa tentativa de captar a atenção deles. Tudo foi motivo de risota, tudo foi motivo para mostrarem como se sentiam ("Ai, que 'tou com os calores!"), tudo foi motivo para anunciarem a todo o comboio o que estavam a fazer ("Para onde é que estás a olhar, X?" - os rapazes usavam calças à dread [calculam para onde elas olhavam, certo?]). Eles não esboçaram nem um ai e mantiveram-se sempre na conversa deles. Talvez tenham pensado que fossem xeliques de miúdas... mas eu não deixava de pensar: como é que as coisas mudaram tanto de há uns anos para cá? As miúdas estão umas doidas, cada vez mais soltas e, infelizmente, todos temos de presenciar estes espectáculos deprimentes e é impossível não nos sentirmos incomodadas. Ganhem juízo!

quinta-feira, setembro 04, 2008

Criminososzinhos


Augusto Cymbrom, presidente da ANAREC (Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis, apelou aos assaltantes para que se recordem que «além de prejudicarem a empresa detentora do posto estão a pôr em causa postos de trabalho».

Pensava que já tinha visto tudo, mas, como sempre, enganei-me. Não sei se hei-de rir, se hei-de chorar. No mínimo, este senhor devia ser mais ponderado quando fala para a comunicação social, caso queira manter o seu lugar no poleiro. É impressão minha ou ele está mesmo a apelar ao lado sentimentalista dos criminosos? Mas estes têm-no? Pensava que o príncipio básico para se ser ladrão era: eu quero dar-me bem com o meu golpe e que se lixem os outros. Estarei enganada? De facto, se há coisa que se sente, em Portugal, é um espirito de grupo/comunidade bastante forte. Tenho de começar a sair à rua nessas alturas....

terça-feira, setembro 02, 2008

Férias dos Cinco!

Passaram-se duas semanas e nem dei por isso... É verdade que custa regressar ao trabalho, mas não posso dizer que não aproveitámos ao máximo o nosso tempo de descanso. E, com casa no Algarve, dividindo tudo por cinco compinchas (eu, o meu amor, mano, cunhada e mana), as férias nem saem assim tão caras. Se não me engano, houve tempo para quase tudo e dezenas de fotografias são a prova disso... ou não fôssemos todos amantes dessa arte.

Jogos Olímpicos pela madrugada fora, praia ao fim da tarde, passeios à beira-mar, saltos na piscina, leitura de George R. R. Martin. Tudo regado com comidinha gostosa e gargalhadas a torto e a direito. Viagem à Isla Mágica (Sevilha) e ressacar a ver o Nélson Évora - novo campeão olímpico (que orgulho!). Leituras da Colleen McCullough ao cair da tarde, tostar ao sol e (tentar) jogar vólei na praia. Saída para as compras no shopping, noitadas com o jogo de tabuleiro "Puerto Rico" (sim, cheguei a ganhar uma vez!). Mais risadas enquanto se prepara a comida para o dia no Aquashow, loucura na Montanha Russa e nos escorregas aquáticos. Passeios a Quarteira e regresso à década de 50 (encontrámos um café mobilado de acordo...que espectáculo - prometo fotos). Aproveitar últimos raios de sol. Nostalgia do último banho e partida até para o ano...

Adorei!