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Hoje é dia de homenagear os livros e os autores pelo 13º Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor. Podem ficar a conhecer a história desta celebração aqui.
Para marcar este dia, decidi recordar as últimas cinco obras que li e, com excepção d' O Nome da Rosa, sugiro que lhes dêem uma vista de olhos. Prometo-vos que será uma viagem magnifica, apaixonante e recheada de ensinamentos. Ei-los:
- O Último Catão, de Matilde Asensi
- A Sombra do Vento, de Carlos Ruiz Zafón
- O Padrinho, de Mario Puzo
- O Nome da Rosa, de Umberto Eco
- O Tempo dos Amores Perfeitos, de Tiago Rebelo
A vocês, o que vos fascina (ou não) nos livros?
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Jogos
As rotinas são uma coisa chata. E mais chato ainda é quando, passados dois anos, somos obrigados a mudá-las. Assim do nada, temos de reajustar os nossos horários para podermos abraçar novos projectos. Deixamos de poder ir de comboio com pessoas conhecidas, temos de nos adaptar a novos horários de transporte, saímos mesmo na hora de ponta e apanhamos a confusão total.
Sempre fui mais amante da noite do que do dia, mas, daqui para a frente, as coisas terão de mudar. O meu relógio toca às 7h e, uma hora depois, é suposto estar já no comboio a caminho de mais um dia de trabalho. Na empresa, ninguém chega cedo. E lá fico eu, entregue às minhas tarefas e isolada uma/duas horas... É aborrecido, mas só de pensar que saio mais cedo até me alegro. Agora, no Verão, é tão bom sair e ainda apanhar o solinho ao pôr-do-sol.
A que se deve esta mudança? Ah, a razão é boa, acho. Arranjei um part-time para ajudar no meu (nosso) orçamento. Nada de especial, mas sempre dá um extra e se, por um lado, me entretém, por outro, permiti-me ganhar experiência profissional numa área desconhecida. Ficamos todos a ganhar.
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Dia-a-Dia
Nos últimos dias, a minha batalha tem sido encontrar um part-time. Não tem sido fácil e, por vezes, apetece-me mesmo desistir e resignar-me ao que tenho. O meu horário não é dos melhores e depois os part-time disponíveis nem sempre são atractivos. Todos os dias, logo pela manhã, pego no Correio da Manhã e procuro contactos que me possam garantir um emprego extra. Confesso que, diante de tantos telefonemas, a certa altura, já não sei para quem liguei e para onde ainda tenho de ligar. O objectivo continua por atingir e isso é que é triste (diria preocupante, mas seria excessivo, já que ainda tenho trabalho e não me parece que o vá perder).
Hoje, fui a uma entrevista na Amadora para um call-center. Quer dizer, eu fui, mas o entrevistador não apareceu. Esperei, esperei e só conseguía sentir desilusão. Uma pessoa prejudica-se para conseguir uma entrevista para poder ganhar um extra (que tanta falta faz nos dias de hoje) e as pessoas agem desta maneira despreocupada. É uma pouca vergonha e uma falta de respeito! Se não quiséssemos trabalhar, criticavam-nos; quando queremos, fazem de nós parvos. Este senhor merecia uma lição...
Saí do edifício de rastos. Mais uma oportunidade que se foi. Podia não ser nada, mas era uma tentativa. Tenho esbarrado nas coisas mais parvas, mas esta superou tudo. Não foi por não ter conseguido o que queria, foi sobretudo pela falta de respeito. Anda uma pessoa a lutar para conseguir uma vida melhor e é tratada assim. Apetecia-me ligar para o senhor em causa e acusá-lo de tudo e mais alguma coisa, insultá-lo, mostrar-lhe que não se brinca assim com as pessoas, mas valerá a pena? Por mim, sim... Ainda tenho muita raiva contida e é melhor descarregar nele do que em alguém que gosta e se preocupa comigo.
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Desabafos
Dia 16 de Abril vamos estar presentes no Alvalade XXI para apoiar o nosso Benfica. No jogo mais emocionante das meias-finais da Taça de Portugal, esperamos sair de lá com um sorriso nos lábios ou, pelo menos, de cabeça erguida. É o tudo ou nada da nossa época!
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Desporto
O próximo ponto de paragem foi Les Invalides. É um museu do Exército, onde se pode apreciar alguns dos instrumentos utilizados pelos franceses nas guerras. Ao longo de todo o edifício estão penduradas placas de homenagem aos franceses e aos estrangeiros que combateram por França. Uma enorme estátua de Napoleão está exposta num dos varandins do edifício como que o protegendo.
Depois de um almoço revigorante, a caminhada prosseguiu rumo a Montparnasse. Estávamos a poucos quarteirões do edifício urbano mais alto de Paris. Esteticamente não tem nenhum atractivo, mas permite uma vista soberba sobre a cidade. Os visitantes podem subir até ao 56º andar, onde há um confortável e resguardado espaço de lazer com café e recordações, ou até ao 59º, o topo do edíficio realmente, através de escadas. Lá, somos só nós e o céu a contemplar mais uma vista fantástica da cidade.
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Viagens
O passeio turístico do segundo dia começou pelo monumento mais emblemático da cidade-luz: a Torre Eiffel. Infelizmente, só estive perto dela, já que optei por não subir. Aqueles arames e o ver-se cá para baixo fazem-me alguma confusão ao sistema nervoso. Mesmo assim, em baixo, no meio ou em cima, a Torre é simplesmente especial...
Depois de quase duas horas de espera, já que o meu pai, a minha irmã e o Hugo foram ao topo da Torre, prosseguimos caminho junto ao Sena para passarmos por algumas das suas pontes mais famosas. Primeiro, estivemos junto da Ponte D'Alma, conhecida sobretudo por ser junto do túnel onde a Princesa Diana morreu; seguimos, depois, para a Ponte Alexandre III que liga Les Invalides aos Campos Elísios. Proporciona-nos uma vista fantástica sobre o rio, com a Torre Eiffel ao fundo, e dos Invalides.
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Como se sabe que estamos perto de eleições? Sabemo-lo quando ouvimos o Primeiro-Ministro anunciar medidas como a redução do IVA ou de outros impostos. José Sócrates tomou essa liberdade, preparando o seu caminho para a vitória em 2009. Não se abram sorrisos largos, caros concidadãos. Na prática, a diminuição do IVA de 21% para 20% não nos beneficia em nada. Os preços manter-se-ao na mesma e, muito provavelmente, com tendência para o aumento de algumas despesas. Como sabem, o petróleo e a Euribor continuam sem dar tréguas.
Esta medida governamental é só um piscar de olho para os eleitores. Tal como Marcelo Rebelo de Sousa disse, no passado domingo, espera-se uma campanha eleitoral de ano e meio quase. Já imaginaram a seca que vamos ter de aguentar? E tudo para que o "nosso" Engenheiro consiga amealhar mais uns trocos. Já não há pachorra para tanta pouca vergonha. Em prole dos cidadãos faz 0, a favor dos políticos/poleiro faz-se tudo.
O que me irrita mesmo não são estas medidas. Quer dizer, também são, porque ao anunciar as coisas com esta simplicidade, o PM quer fazer dos contribuintes parvos. Mas, o que me apoquenta mesmo é saber que, provável e inevitavelmente, Sócrates vai continuar no poder. Afinal, à esquerda, à direita ou ao centro não existem alternativas credíveis que nos façam mudar... Estamos continuamente à espera de um milagreiro!
Para vocês, quem poderia ser o nosso D. Sebastião? (mesmo que nunca seja possível...)
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As pernas já tremiam de tanto andar, mas estando tão perto do Arco do Triunfo não podíamos ir embora. Faltavam-nos as forças, mas todos conseguímos arranjar algumas para subir até ao topo de um dos mais lindos monumentos franceses, também ele dedicado aos feitos de Napoleão. Do Arco do Triunfo, também conhecido por A Estrela, partem 12(!) avenidas e só isso dá uma ideia do movimento que por lá passa. O Arco do Triunfo é também uma homenagem ao soldado desconhecido da 1ª Guerra Mundial. E vocês nem imaginam a visão que permite sobre a cidade... É um privilégio.
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Fez sábado uma semana que, de carro, parti à descoberta de Paris com o Hugo e os meus pais. De todos, eu era a única que só conhecia a cidade através de fotografias. Depois de umas breves passagens por Bordéus e Poitiers, chegámos a Paris ao final da tarde de domingo. Primeiro objectivo: conhecer o hotel; segundo, encontrar um bom sítio para guardar o carro. Tudo foi feito e cedo caímos na cama, extenuados da viagem e conscientes de que, no dia a seguir, íamos estar sempre a andar... a andar...
Acordámos cedinho na segunda-feira e saímos do hotel eram 9h (8h cá). Tínhamos esboçado um plano do dia e a primeira paragem foi o conhecido bairro francês MONTMARTRE. O local é um exemplo vivo da vida boémia francesa, onde artistas de rua se juntam e tentam cativar turistas. Nesta zona, destacam-se dois sítios: a Basílica do Sacré Coeur e o Moulin Rouge. A primeira fica no ponto mais alto da cidade e a sua grandiosidade impressiona qualquer turista; o segundo, é um dos mais famosos cabarets do mundo e está associado à boémia francesa.
Seguimos depois para o centro da cidade. Usando a extensa rede de transportes francesa, chegámos à Opera Nacional. Lá dentro, muitas pessoas aguardavam para entrar e nós seguimos-lhes o exemplo. Valeu a pena... Palco de grandes óperas, como, por exemplo, "A Dama das Camélias" ou "O Fantasma da Ópera", o espaço, inclusive a zona de espectáculos, é enorme e recheado de salões com frescos indescritíveis.
Depois de quase duas horas dentro da Ópera, voltámos um pouco atrás até ao cemitério de Père Lachaise. Era impossível vê-lo todo porque entre famosos e gente comum, o espaço devia ocupar cerca de um quarteirão (ou mais). Entre outros, lá estão sepultados Jim Morrison (era um desejo do Hugo rever a campa do vocalista dos The Doors), Oscar Wilde (a minha irmã é uma confessa adepta deste escritor) e Chopin.
Almoçamos por volta das 15h, mas nem nessa altura demos descanso às pernas. Regressámos para perto da Ópera para conhecer a Igreja de St Madeleine. Era enorme e lá dentro a simplicidade das suas pequenas capelas fascinava. Tal como noutras Igrejas que já tínhamos visitado em Bordéus e Poitiers, não existiam bancos corridos para as pessoas se sentarem, mas, sim, cadeiras unidas.
À saída da Igreja, o destino era claro: as praças de Vendôme e da Concórdia, já que está era no final da rua, com uma breve passagem pelo Jardim das Tulherias. A primeira era uma recordação de Napoleão, com todos os seus feitos trabalhados numa coluna; a segunda é um dos obeliscos mais conhecidos do Mundo e o começo da mais famosa avenida da cidade-Luz: a Av. dos Campos Elísios. Aí, o movimento era impressionante e a avenida parecia nunca mais ter fim. Era palácios de um lado, estátuas do outro, lojas ali, casas de personalidades famosas acolá... A máquina fotográfica não parava de disparar.
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Desengane-se quem pensa que só é pecado a gula, a inveja, a ira, a luxúria, o orgulho, a avareza e a preguiça. Os tempos mudaram e a Igreja decidiu actualizar-se (coisa nova...). Surgiram seis novos pecados: pedofilia, poluição do meio ambiente, aborto, tráfico de droga, riqueza desmesurada e manipulação genética. Não queria ser maldosa, mas de quantos destes pecados os fiéis padres podem ser excluídos? Acho que de muito poucos...
A lista de pecados aumentou e tornou-se mais abrangente, mas de que é que serve mesmo?! Na prática, estes novos pecados continuam a ser tratados pela Justiça com uma ligeireza assustadora. Normalmente, o cidadão nem liga, até que um problema sério lhe bate à porta. E então a quem é que a pessoa pode recorrer? À Igreja, para excomungar o criminoso? À justiça, para lhe aplicar uma pena pequena ou suspensa? A um advogado?
Por mais que a Igreja se tente actualizar, parece nunca compreender a mentalidade dos cidadãos que a rodeiam. Esta lista de pecados é só mais uma forma de eles se entreterem com nada enquanto as pessoas se debatem para sobreviver com alguma humanidade... Haja paciência!
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Não gosto de fado, confesso, mas esta voz fez-me dar uma segunda oportunidade a este estilo musical. O último disco da Ana Moura, Para Além da Saudade, está uma obra-prima. Deliciem-se...
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Há alguma coisa neste país que não vai bem, ok, talvez haja várias, mas a de que hoje falo é a criminalidade. Estes últimos cinco dias têm sido marcados por assassinatos, mas, segundo o presidente do Observatório da Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo, "são casos pontuais". Concordo. De facto, de onde é que as pessoas tiram a ideia de que Portugal é um país violento? Por causa das mortes na noite do Porto? Por causa dos assaltos a caixas multibanco ou a gasolineiras? Por causa do aumento do carjacking? É tudo reflexo de um país desenvolvido...
Eu compreendo que o senhor presidente (de uma organização que a maioria dos portugueses desconhece!) não esteja preocupado. O seu rabo está protegido e, ainda por cima, pelos polícias nacionais mais bem formados. O cidadão comum é um ser dispensável: morrem dois, mas continuam a existir eleitores suficientes para apoiar o Governo. Portugal parece-se cada vez mais com o Brasil. Existem os bairros pobres, a deliquência, a agressividade gratuita e a não-acção da polícia. Nunca se sabe se chegamos a casa à noite.
A quem se deve esta onda de violência? Há vários culpados, claro. Começando pelo Governo, que aprova leis que protegem mais os criminosos do que as vítimas; a sociedade no geral que não consegue formar uma consciência de comunidade nestes individuos, não os integrando ou incentivando a serem independentes; e, claro, a polícia. Dizem que não têm meios, mas quantos polícias têm capacidade física para combater criminosos jovens e espertos? Quantos são totalmente limpos e não aceitam uma 'ajudazinha'? Quantos pensam na missão a que se propuseram: 'proteger os cidadãos'?
Por mais que tentemos esquecer, estamos a ficar aprisionados ao medo dentro do nosso meio ambiente... Como é que a vida pode ser gozada assim?
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... que é o Parlamento da Assembleia da República, Jaime Silva, ministro da Agricultura, apontou o dedo a Paulo Portas, por causa dos polémicos casos Portucale e do Casino de Lisboa: "O Dr. Paulo Portas pode ter a certeza: há coisas que não se branqueiam na cadeira do dentista."
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Quem me conhece sabe que nutro muito pouca simpatia pela Igreja Católica, ou melhor, pelos seus representantes. Contam-se pelos dedos os padres que conseguem cativar o ouvinte católico, acompanhar as mentalidades ou ir para além daquilo que é a Doutrina. A Igreja está a precisar de uma revoluçãozinha, mas, enquanto for composta por homens envelhecidos, as coisas não vão mudar.
Ontem passaram-se cinco anos sobre a morte da minha tia preferida. Parece que foi ontem, mas, infelizmente, não foi. Em virtude dessa data, fomos à missa numa tentativa de estarmos mais perto dela e de apoiarmos o meu tio. Numa celebração curta dedicada aos sete pecados mortais, o que mais me impressionou foi a postura do próprio padre.
Creio que nunca tinha visto um tão reaccionário, tão arrogante para com os seus fiéis. Mostrou-se sempre superior e não teve mesmo pejo em corrigir uma fiel que lia um texto cristão... Que vergonha! No final da homilia, surgiram quatro raparigas para recolher as contribuições da assistência... Havia lá pessoas que nem deviam ter o suficiente para comer, mas não deixaram de dar a sua moedinha. Sempre critiquei, e criticarei, estes pedidos (quase imposições) de contribuições. É de relembrar que estes senhores não pagam impostos (gostava de saber o que fazem aos salários que ganham na Católica e afins) e andam sempre com boas peças em ouro (ou de bom corte, no caso de fatos). Para que servem então a caixa das esmolas?
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