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Portugal é um país feito à medida dos espertos, sem dúvida. Eles aqui mandam e desmandam e todos os outros que se lixem. Não falo sequer das leis espertas que os nossos deputados fazem, mas naquele grupinho de pessoas que manda e tem poder. Todos sabem quando e como agir, como ter as ajudas necessárias e contornar as leis para se poderem escapar. No entranto, sei lá, uns 9 milhões de portugueses (e este número é já dito por alto, reparem) vão-se afundado, lutando como podem para conseguir sustentar as suas famílias.
A que propósito vem esta conversa irritante? Bom, é simples. Hoje, a caminho do trabalho, ouvi a noticia mais hilariante da semana, provavelmente do ano de 2008 mesmo. Os accionistas da SLN (Sociedade Lusa de Negócios), aquela associada ao BPN, estão a estudar a hipótese de processar o Estado por causa das falhas de supervisão. Se me dissessem isto a 1 de Abril, eu saberia logo qual era a mentira, mas, hoje, 19 de Dezembro, só me posso sentir injuriada enquanto cidadã. Senão, vejamos... Os tipos do BPN - e da SLN de quando em quando - tiram uns quantos milhões do banco, fazem umas falcatruazitas, elaboram uns planos muito duvidosos com o dinheiro das pessoas e o Estado surge logo em socorro para nacionalizar a instituição, ou seja, pagamos aos ladrões duas vezes e, de repente, ainda nos querem fazer pagar uma terceira porque o Estado não supervisionou correctamente. Mas estará tudo doido?? Qualquer dia um ladrão entra numa loja, rouba dinheiro, gasta-o e, quando é apanhado, lembra-se de processar o Estado por não ter estado um polícia à porta da loja para evitar o assalto. A estes chulos só me apetece esmurrá-los. Eles vão alimentando o papo e nós vamos minguando, minguando... Claro que depois o nosso ministro da Economia, Manuel Pinho, diz à boca cheia que não há crise em Portugal. Senhor ministro, seu paspalhão, permita-me que o corrija: Não há crise em Portugal, para si.
Nada como uma bela anedota para começarmos o fim-de-semana.
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Não sei se é de mim, que de manhã estou implicante, ou se é dos outros, mas faz sentido que, no trabalho, passemos mais de 10min a ouvir um colega soluçar? Sinceramente, só me apetece levantar da cadeira e acabar-lhe com aquela porcaria - enfiando-lhe um copo de água pela boca abaixo, tapando-lhe o ar, eu sei lá... Mas temos de convir que, se o colega não consegue evitar, pelo menos, devia tentar fazer menos barulho, não? Exijo o bem-estar da minha saúde auditiva e mental!
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Até agora, ainda não vi muito do "Zé Carlos", o novo programa dos Gato Fedorento, mas, do que vi, este é, sem dúvida, o melhor sketch deles. Acutilante, divertido e simplesmente genial. Sem pretensões, eis os GF no seu melhor:
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Vicente Moura, presidente do Comité Olímpico Português, a propósito das compensações do seu cargo:
"Mas é apenas uma questão de prestígio ou financeiramente também é interessante? Confirma que ganha 2500 euros mensais, fora despesas de representação?
Recebo esse dinheiro, de facto, mas aqui ninguém recebe ordenados. Foi deliberado que o presidente, o secretário-geral e o tesoureiro recebessem uma verba a título de indemnização pelo tempo perdido. São 2500 euros mensais para mim, 75 por cento para o secretário-geral e 50 por cento para o tesoureiro. Mas são verbas próprias do COP, e não do Estado, que pagam esta indemnização de 12 meses e não de 14 meses. No meu caso, era director de uma empresa que tinha a gestão das piscinas municipais de Linda-a-Velha, onde tinha um vencimento. Era impossível [conjugar] e tive de renunciar. Por isso, o impedimento de exercer outras actividades é ressarcido." (Público, 04/12/2008)
--> Eu abdico do que for preciso, meus amigos, se me derem a ganhar tanto... Sou demasiado generosa e altruísta para dizer que não a quem quiser que eu dê a cara pelo meu País.
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Não consigo conviver nada bem com este tempo e custa-me muito a suportá-lo. Sou uma friorenta inveterada e até no Verão só capaz de ter frio. Quando as temperaturas baixam, eu simplesmente gelo e atrofio. As mãos geladas, o corpo frio, o tremer dos dentes tornam-me quase um zero à esquerda enquanto não aqueço. Sem uma sensação de calor, por mais pequena que seja, não consigo pensar, logo o trabalho vai-se atrasando. No meu trabalho, o ar condicionado está sempre a trabalhar e, se possível, com a temperatura mais alta. Este é o meu espaço e quem se vier meter com isso dá-se mal. Quanto mais bocas me mandam, mais eu deixo o ar condicionado a trabalhar e/ou aumento a temperatura... Cada um é como é, e eu também não reclamo de outras coisas de que não gosto nos meus colegas.
Ontem, estava na empresa um frio descomunal. Parecia que estávamos na rua, por isso, quando cheguei, despi o casaco e mantive o cachecol (que hoje também tenho) e as luvas. O ar condicionado estava ligado, mas parecia ter pouco efeito. Por isso, estava toda "enroladinha" na minha cadeira, tentando aquecer-me como podia. De repente, o frio/gelo/constipação (o que quer que fosse) fez-me espirrar e toda eu me estiquei. Foi um safanão tão inesperado que a consequência foi imediata - dores tão grandes na anca que nem sentada podia estar. Houve quem dissesse que era a velhice (quem tem amigas assim...), mas o diagnóstico clínico foi mais simpático: contractura. Que maravilha... só me faltava mesmo esta!
Hoje, as dores continuam. Estão mais suaves, mas continuo limitada de movimentos. Não me posso dobrar para o lado esquerdo, não consegui fazer bem a cama, não posso apertar os atacadores à vontade e, pela primeira vez, dei graças a Deus por vir em pé no comboio. Estou a precisar de férias, mas, acima de tudo, de emigrar para um país quentinho, quentinho... Para onde é que vocês iriam agora?
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O comboio é um sítio engraçado. Lá vêem-se os mais variados estilos, ouvem-se os géneros musicais mais diversos, escutam-se as mais vastas (e estranhas) conversas... Por hábito, costumo ir a ler, mas, por vezes, normalmente porque vou em pé, não gosto de pegar no livro. Sinto que não estarei tão concentrada na leitura e, acima de tudo, sinto que não desfrutarei daquele prazer imenso que é ler.
Na segunda-feira, depois de passar quase uma hora no autocarro para sair de Alfragide (!!), cheguei à estação de Benfica e apanhei um comboio de Sintra que ia a aborrotar. Isto, só por si, já era péssimo, mas as coisas ainda ficaram piores quando, na Reboleira, entraram dois amigos (um senhor e uma senhora). Nada de anormal até ao momento em que os ditos se decidem a falar da alimentação dos filhotes. Contaram as coisas mais estapafúrdias que se podem imaginar e a ideia com que fiquei dos respectivos filhos é que variam entre glutões e esquisitinhos. Claro que os pais estavam todos orgulhosos a contar as maluqueiras alimentares dos filhos, não pensando sequer nas consequências que algumas destas coisas têm nas suas vidas.
Não é por nada, ou talvez seja por tudo o que já ouvi, mas fico sempre com a sensação de que a maioria dos pais pensam que os filhos são porcos de engorda...
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Se há palavras que já não consigo ouvir são: banco e nacionalização. Nos últimos tempos, estas duas palavras têm andado tão juntinhas que, como cidadã, não posso deixar de me preocupar. Os bancos deviam ser instituições seguras e credíveis, mas o que vemos não é nada disso. E querem eles cativar as pessoas para investimentos que prometem riquezas. Para quê? Para os gestores ficarem ainda mais ricos do que já são, para quando nos dirigirmos aos balcões nos dizerem que não podemos levantar o dinheiro porque não o têm? Como eu gostava de pôr em prática a ideia do Ricardo Araújo Pereira em relação a este país: é deitar tudo abaixo e construir de novo!
Depois do BPN, surge o BPP. Eu acho isto extremamente engraçado. Durante anos, os seus respectivos gestores - da sua própria fortuna, claro - foram fazendo e desfazendo maroscas e o dinheiro dos cidadãos foi-se perdendo aqui e ali. Ninguém sabia de nada, claro. Nunca ninguém viu nada. Estavam lá todos em prol dos cidadãos e para defender os interesses destes... Sim, sim, e eu sou a Madre Teresa de Calcutá. O que irrita mesmo é pensarem que todos são estúpidos e que nunca seriam descobertos. Mas, para além disso, e embora não seja cliente de nenhum dos bancos, é frustrante ver como se perde duas vezes: não só o dinheiro depositado se vai como ainda se paga uma nacionalização. Lamentável!
Como é que podemos criticar os ladrões de bancos por causa de 1000/2000€ quando os gestores roubam fortunas e não são punidos? Este país não tem solução, infelizmente.
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Qual destes tem realmente qualidade para arbitrar um jogo internacional? Onde é que a FIFA está com a cabeça para deixar que algo importante esteja na mão destes indivíduos? Chulos!
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Este post é dedicado ao meu amor, porque me fez descobrir uma voz simplesmente fantástica, uma discografia marcante e uma personalidade simplesmente sui generis.
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Aviso: O texto é longo, mas a minha frustração ainda é maior :o)
Não sei se já vos disse, mas não gosto de técnicos da Zon TvCabo. Nada pessoal, mas, pura e simplesmente, servem uma empresa que faz tudo em cima do joelho e onde nos fazem pagar balúrdios. Ah, depois, claro, estes indivíduos tentam sempre passar a ideia de que a culpa nunca é deles (técnicos) e alguma coisa precisa de ser feita no sistema. Mas qual sistema?? É simplesmente uma forma de enrolar o cliente...
Este sábado, mais uma vez, o sinal da TvCabo deu o berro, em especial o da SportTv1, que era o que me interessava. Há uma semana que a coisa andava má: a imagem parava, víamos uns 30 tipos a correr atrás da bola, um relvado todo cheio de pixels, o som todo cortado. Esperei que o problema fosse remediado pela própria TvCabo (sim, acreditei na boa-fé deles... totó!), mas nada. No fim-de-semana, era impossível ver a SportTv1 e a minha preocupação, claro, era estar a pagar um serviço e talvez nem conseguir ver o Benfica, no domingo. Liguei para lá irritada, mostrei o meu desagrado, exigi a ida de um técnico lá a casa e a única resposta que me deram foi "vamos analisar o problema e será contactada se acharmos necessário assistência técnica". Claro que me passei e não desliguei o telefone. Então, mas nós somos aumentados, por causa da SportTv ter criado mais dois canais (o que é que eu tenho a ver com isso??), e depois eles é que decidem se dão apoio técnico ou não. Deram-me uns contactos e pediram que aguardasse nova chamada deles... E assim fiz. Só para terem uma ideia da chulice, a qualidade do sinal na SportTv1 estava a 40% e o da SpTv2 a 80%... Perante isto, não pude deixar de ironizar com o facto de, a partir de agora, nos darem um desconto condicente com aquilo de que usufruimos. Não acham bem?
................... Estes pontos são o reflexo do meu telefone durante a noite de sábado. Ao longo de 5 horas, não houve qualquer sinal da Zon até que tocam à porta desenfreadamente. Eram 00.00 certinhas e só me lembro de pensar quem era o atrasado que batia assim na casa de alguém. A resposta surgiu logo: "TvCabo"... claro. O técnico lá subiu, pôs-se para lá a fazer uns testes, mexeu no telefone (também da Zon), foi mexer nos fios no exterior e o sinal continuava mau, muito mau. Começou a falar em linguagem técnica, substituiu a box que tínhamos e decidiu mudar a tomada do sinal. A nossa instalação foi feita por tipos da Zon, mas a verdade é que cada técnico que lá vai diz que a tomada não é boa, não se usa, não é deles... Há uma sintonia perfeita lá dentro, não vos parece? Enfim, o que interessa é que desconjuntou a tomada e, uma vez que não tinha uma para pôr em substituição, ficou de lá ir segunda. À 1h da manhã, quando saiu lá de casa, a SportTv não funcionava, os canais genéricos não funcionavam, o sinal continuava mínimo (pela indicação da box) e o ecrã mostrava uma das mensagens típicas da Zon: "canal codificado (mesmo que não fosse). Desligue a power box e, se o problema persistir, contacte a Zon para o número XXX XXX XXX".
Antes de sair, o senhor disse que voltaria segunda-feira para pôr a tomada e finalizar o trabalho como deveria ser. No entretanto, conseguimos ver o Benfica (e que Benfica!!...voltando à terra...), mas continuávamos sem canais. Além disso, ninguém podia sequer aproximar-se da tv ou mexer no telefone. O senhor voltou segunda e pôs a tomada, mas o problema persistia. Ele insistia que não podia fazer nada, que a Zon nem sabia da presença dele lá naquela noite e bla, bla, bla... Claro que, vendo a minha situação na mesma, protestei. Eu e o meu pai, claro. Fizemo-lo veemente, sobretudo enquanto o indivíduo arrumava a sua tralha e se propunha a ir embora. E foi...
Ainda na segunda à noite, liguei para o apoio técnico. Voltei a irritar-me, pus-me aos berros, ameacei cancelar o contrato e eles comprometeram-se a enviar um técnico durante a parte da manhã de terça-feira... que não foi. Nem avisaram nem nada - só para verem o desrespeito com que os clientes são tratados. ONTEM, foi lá um técnico e confirmou que o problema era exterior e avisou uma equipa para ir lá. Por enquanto, o problema está meio resolvido, veremos até quando.
Nestes avanços e recuos, fizémos queixa à Zon quer do mau serviço de apoio prestado quer do técnico que lá foi para nada. De repente, às 20h, tocou o meu telemóvel. Quem era? Nada mais nada menos do que o técnico de sábado. Só queria dizer que eu e o meu pai fomos mal educados na segunda (supostamente porque não nos calámos...), que chegou a ter medo, que, afinal, ele tinha razão, porque o problema era externo, e, por último, que nós devíamos confiar mais no que os técnicos nos dizem. Confiar na Zon TvCabo? Nem que a vaca muja....
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4 de Novembro de 2008. Independentemente do que acontecer nas urnas, hoje far-se-à História e nós faremos parte dela. Barack Obama ou John McCain? Quem ganhar, marca uma viragem naquilo que têm sido os últimos séculos/anos americanos. Será um negro? E pensar que, há cerca de um século, a América vivia sem qualquer abertura para negros, perseguindo-os e maltratando-os, só por causa da cor. Será uma mulher? Os americanos mais conservadores devem-se estar a roer. Pôr uma mulher na vice-presidência do mais importante país do Mundo é abrir uma brecha para perderem domínio/força. (bom, sendo essa mulher Sarah Palin, não discordo...lol). Os dados estão lançados!
Pessoalmente, e pensando nos interesses mundiais, acho que seria preferível ganhar Obama. É uma lufada de ar fresco e, acima de tudo, parece-me que o senhor é decente. Mostra-se disponível para resolver os graves problemas que assolam a economia mundial; não tem feito promessas loucas; tem, sim, mostrado capacidade para debater o tema sem denegrir os adversários e os causadores da crise.
Hoje, o Mundo muda... será que avança?
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Às vezes, sentados nos nossos sofás, no quentinho das nossas casas, nem nos apercebemos da vida difícil que muitas pessoas levam. Na quarta-feira passada, decidi ir ao Colombo com a minha mãe e regressámos a casa de comboio, por volta das 21.30. Pensar-se-ia (e pensa-se) que, a essa hora, a frequência deste meio de transporte já não é a melhor, mas o que vimos foram pessoas que regressavam dos trabalhos, cansadas, abatidas e sonolentas... A minha mãe tem muita razão quando diz que há muitos que se matam a trabalhar para outros não fazerem nada. Somos um país de desequilíbrios e nem sequer sabemos recompensar quem merece.
Na minha carruagem, para além de trabalhadores, vinha também, sozinho, um menino com cerca de 12 anos. Sem ligar a ninguém, lá vinha ele com o seu material escolar e um saco carregado de roupa, que, segundo me pareceu, devia ser um equipamento. De repente, tirou uma sandes da mochila e comeu-a como se nada fosse. Na opinião da minha mãe, devia ser o seu jantar, mas eu, como optimista, gosto de pensar que não... Enquanto comia, entrou uma senhora que se sentou junto dele e tanto o olhou que ele, na sua simplicidade, perguntou se ela se queria sentar no banco ao seu lado (onde estava o seu saco com roupa). Ela recusou a generosa oferta, afinal, estava bem acomodada e só o olhava porque achava que tudo devia ir dentro da mochila, por precaução. Para que não perdesse nada, para que ninguém se metesse com ele... Não cabia na mochila, desculpava-se ele, por mais esforço que fizesse para amachucar tudo. E a viagem continuava... bem como a sandes dele. Eis que então a mesma senhora tira da mala um sumo e lhe oferece. O menino, por vergonha ou por não querer mesmo, recusou, mas a simplicidade do gesto e a generosidade da senhora são coisas que, hoje em dia, já não se vêem muito. À saída dele, estes dois estranhos despediram-se como se se conhecessem há anos. E, claro, o instinto maternal dela falou mais alto. "Agora tem cuidado, ouviste?", disse-lhe.
Não gosto de falar de brancos, amarelos, negros, mas, neste caso, acho que isso tem de ser mencionado. Hoje em dia, temos tendência para só ver o lado mau desta última comunidade e esquecemo-nos de que há bons e maus em qualquer lado. Naquela carruagem, a maioria das pessoas eram negras, sim, mas nem por isso o ambiente era preocupante e, pessoalmente, não sei se veria alguém branco a ter este gesto de afecto/generosidade para com outro individuo. Foi bonito e, acima de tudo, marcou-me.
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Não escrevo este post para falar do Benfica, embora fosse um tema deveras interessante. Este post é dedicado a todos os que vão ao estádio, porque acho que não há lugar onde as ideias sejam tão diferentes e tão iguais, unidas pelo amor a um clube. Os adeptos nunca estão contentes, por natureza, e, acima de tudo, todos se julgam treinadores de bancada. Podem nem saber nada, mas mandam a sua crítica e a sua boca. Normalmente, têm um ódio de estimação. Pelo menos no meu sector, é o Nuno Gomes. Só vêem o que ele faz de mal, nunca o que faz de bem. Não sabem admitir que corre, que se esforça, só vêem que erra, que não marca, que não ajuda... e vai daí, lançam as maiores asneiras/insultos que se possam imaginar (coisas que nunca pensei que existissem!). Se, de repente, o Nuno Gomes marca, é o maior ídolo de todos. Bichos estranhos, os adeptos...
No final do jogo de ontem, havia sorrisos. O Benfica conseguiu ganhar, mas nem todos estavam contentes. Lá se encontravam uns quantos a criticar as opções do treinador nas substituições. Cardozo, o salvador de ontem, era vaiado e assobiado, mas a maioria queria-o ver em campo. Tem pés de chumbo, diziam uns; quem é que lhe disse que era jogador, diziam outros... Tudo criticava, mas a verdade é que, no seu íntimo, todos estavam felizes pela sua prestação. O que conta são os golos e ele marcou... para 3 pontos.
A paixão que une todas estas divergências não tem explicação. E é tão estranha que, mesmo que tivéssemos feito um jogo pior (podem pensar que não, mas é possível!!), à saída do estádio, debaixo do túnel a caminho do Colombo, todos gritariam(os) em uníssono SLB, SLB, SLB, GLORIOSO SLB. Vale a pena sofrer porque a expulsão depois é intensa e sabe tão bem... E, onde quer que seja, mas falo sobretudo pela Catedral, não há imagem mais bonita do que ver as bancadas aos pulos: foi golo!... ontem, houve 2 para nós e foram suficientes para estarmos a um ponto do líder!
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O título deste post é uma homenagem à minha irmã. Esta foi a frase que nos acompanhou na última semana, desde que chegámos sábado (4/10) até partirmos domingo (11/10). As imagens aqui expostas são pequenos retratos de onde estivemos - Mallorca. Uma maravilha que temos de agradecer aos nossos pais, sem dúvida, pois a viagem estava-lhes destinada. Não puderam ir, fomos nós... que chatice! Mais tarde, mostrar-vos-ei como a ilha é, de facto, bela.
Agora a parte chata: regressei ao trabalho. As coisas ainda estão a entrar nos eixos, mas já tenho stress em doses grandes por causa da falta de tempo para tudo. Tenho de me desdobrar em dois cargos e mais o part-time... como é que assim posso sentir o efeito das férias? Queria mais...
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Às vezes sinto que estou a ficar velha... Não, não é porque veja pessoas mais novas e pense que o meu tempo de adolescência/escola já se foi há muito. Nada disso. Aliás, essas coisas do tempo são sempre muito relativas. Sinto que estou a ficar velha porque cada vez mais a minha memória não dá para tudo. É verdade que tenho o péssimo hábito de ser desarrumada, mas também é verdade que tenho de "tocar vários burros" e, depois, há coisas que vão ficando pelo caminho. A última prova da minha caduquice aconteceu ontem. De manhã, lembrei-me que já não via a minha máquina fotográfica há algum tempo e, assim que cheguei a casa, pus-me à procura. Revirei tudo, procurei em sacos, desarrumei roupa, vi nos sítios mais loucos, como, por exemplo, gavetas do wc, e nada... Comecei a desesperar... Não era pela máquina em si (eventualmente comprar-se-ia outra quando houvesse necessidade), mas por não me saber organizar. Fartei-me de ligar para quem tinha estado no meu quarto desde a última vez que a tinha visto - há coisa de duas semanas. Claro que ninguém sabia e, quanto mais vezes me diziam isto, mais eu me irritava, mais vontade tinha de esmurrar qualquer coisa. Eu sei que, quando me sinto à nora, tenho muita facilidade para perder o tino e descarrego em tudo e todos. Porém, quando tudo volta ao lugar, sou a primeira a pedir desculpa...mas o erro está feito, não é?
Depois de muita procura, depois de muito stress e nervos, lá consegui encontrar a maldita da máquina fotográfica - que, por acaso, por ter andado desaparecida, só me apetecia espatifar. Estava, desde há semanas, no carro do meu primo, sem que eu ou ele tivessemos dado por isso. Durante uma viagem, tinha caído para debaixo do banco dele (condutor) e nunca mais eu me lembrei dela. Tenho mesmo de mudar esta minha maneira de ser. Para além disso, como é que eu não soube logo onde procurar? Tentava relembrar-me de onde tinha estado, mas não me conseguia... A idade não perdoa, infelizmente.
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