Não consigo compreender o Mundo em que vivemos. Não sei como é que algumas pessoas tem estômago para cometer crimes tão vis como os que se têm visto ultimamente. As crianças, como sabemos, têm sido um alvo fácil, mas, ao que parece, agora, com o novo Código Penal, vão estar mais protegidas. Porém, não há protecção que valha quando o perigo está dentro de portas. Na sua ingenuidade, elas não se apercebem de nada e, quando outros dão conta, muitas das crianças já não estão cá para contar a sua história. Pessoalmente, sou a favor da pena de morte, sobretudo nestes casos... Como é que alguém é capaz de tocar - com um dedo que seja - numa criança? Seres tão indefesos, tão inocentes, tão ingénuos, seres que a tudo agradecem com um sorriso sincero. Não sou mãe ainda, mas, quando o for, serei galinha, sim, porque o Mundo, hoje em dia, assim o exige.
A história da Joana, ou parte dela, é agora publicada num livro lançado hoje, mas quantas histórias ficarão por contar? Passados quatro meses sobre o desaparecimento de Maddie, a PJ continua ainda com muitas pontas soltas. E, ao que parece, há ainda muito caminho a percorrer. É triste ver que muitos dos crimes contra crianças são cometidos por familiares. Usam a sua confiança, o seu poder familiar para impor um silêncio que provoca graves danos psicológicos nos seus alvos. Ninguém merece ser tratado assim... E a punição não pode ser leve! Quem não se recorda do cabo António Costa? Bem sei que as vitimas não eram crianças - tinham 18/19anos -, mas ele matou-as sem piedade e, por três mortes cruéis, apanhou 25 anos, podendo ser solto dentro de cinco...
É um facto que existem muitos crimes contra crianças, mas, no outro dia, li sobre um caso que me chocou. Uma rapariga luso-descendente acusou, em 2001, o seu próprio pai(!!) de a ter violado, só para chamar a atenção de uma amiga. O pai foi condenado a 12 anos de prisão e, em 2006, a rapariga lançou um livro a contar todas as mentiras que disse. Hoje, dedica grande parte da sua vida a limpar a imagem do pai, tentando ser chamada para fazer novas análises ou ser ouvida por um juiz. Por que é que não pensou nisto antes? Ninguém saberá dizer, provavelmente...
Escrito por:
Cristina
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